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Candidato da oposição entra com recurso para impugnar eleições na Geórgia

02/12/2018 13h27

Tbilisi, 2 dez (EFE).- O candidato da oposição à presidência da Geórgia, Grigol Vashadze, anunciou neste domingo que entrará com um recurso para impugnar os recursos do segundo turno das eleições no país, no qual foi derrotado por uma diferença de quase 20 pontos percentuais pelo governista Salomé Zurabishvili.

"Estamos muito zangados. Roubaram a democracia. Não reconhecemos os resultados das eleições. Apresentaremos um recurso na Justiça para declarar o pleito ilegal", disse Vashadze em um comício que reuniu milhares de simpatizantes no centro de Tbilisi.

Segundo a Comissão Eleitoral Central, Zurabishvili obteve 59,5% dos votos. Já Vashadze, candidato do Movimento Unido Nacional (MUN), conseguiu 40,5% da preferência do eleitorado.

"Exigimos a realização de eleições parlamentares antecipadas e a formação de um governo de coalizão", afirmou o opositor.

As eleições para o parlamento da Geórgia devem ocorrer apenas em 2020. Atualmente, o partido governista, o Sonho Georgiano, tem mais de dois terços das cadeiras da casa.

"As eleições foram vergonhosas e criminosas. Não reconhecemos Salomé Zurabishvilli como presidente. Obrigaremos o governo a antecipar as eleições parlamentares", disse no palco do comício Zaal Udumashivili, um dos líderes do MUN.

O governo da Geórgia reforçou a segurança no centro da cidade para o ato da oposição, mas não houve incidentes.

As eleições presidenciais da última quarta-feira foram a última com votação universal direta após uma recente reforma constitucional transformou o país em república parlamentar. O próximo chefe de Estado da Geórgia será eleito agora pelos membros do Legislativo.

O ex-presidente georgiano e fundador do MUN, Mikhail Saakashivil, atualmente no exílio, pediu que os simpatizantes do partido impeçam a posse de Zurabishvoli, programada para o próximo dia 16.

"Roubaram as eleições presidenciais. Devemos mobilizar todas as nossas forças para impedir, pacificamente, a posse", afirmou.

Segundo a missão de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), houve algumas irregularidades no pleito. No entanto, elas não foram suficientes para influenciar no resultado.