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Ex-diretor do FBI faz acordo e será ouvido a portas fechadas no Congresso

02/12/2018 19h30

Washington, 2 dez (EFE).- O ex-diretor do FBI James Comey afirmou neste domingo que prestará um depoimento ao Congresso dos Estados Unidos em sigilo após fechar um acordo com os republicanos.

"Grato por uma audiência justa. Me sentarei na escuridão, mas os republicanos estão de acordo que sou livre para falar e, quando terminar, que a transcrição seja publicada em 24 horas. Isso é o mais perto que posso chegar do testemunho público", disse Comey em uma mensagem publicada no Twitter.

Apesar de não haver confirmação oficial, vários veículos da imprensa americana afirmaram que Comey será ouvido pelos congressistas na próxima sexta-feira.

Como parte do acordo com os republicanos, Comey aceitou retirar uma moção apresentada por ele nesta semana para anular uma convocação prévia feita pela Câmara dos Representantes, que está investigando a direção do FBI e o Departamento de Justiça durante o escândalo do uso de um servidor de e-mail pessoal enquanto ocupava cargo público por parte da ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

O caso foi revelado em 2015, quando a imprensa revelou que, durante os quatro anos em que ficou no posto, Hillary usou um servidor particular para mandar mensagens de conteúdo sigiloso.

Comey, então, protagonizou um papel pouco comum para um diretor do FBI durante a campanha eleitoral de 2016 ao finalizar as investigações sem acusar a então candidata democrata.

O presidente do Comitê de Justiça da Câmara dos Representantes, o republicano Bob Goodlatte, e outros membros do partido investigam o caso e a possível interferência da Rússia nas eleições.

Por esse motivo, o comitê convocou Comey e a ex-procuradora-geral Loretta Lynch para prestar depoimento no Congresso.

Comey foi indicado como diretor do FBI pelo ex-presidente dos Estados Unidos. Além disso, desempenhou uma importante função no Departamento de Justiça no governo de George W. Bush.

O presidente do país, Donald Trump, demitiu Comey em maio, criticando-o pelas investigações sobre o caso dos e-mails de Hillary. No entanto, os democratas e alguns republicanos acreditam que, na verdade, Trump queria controlar a apuração da interferência da Rússia nas eleições presidenciais.