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Avião com rebeldes iemenitas feridos parte de Saná para Omã

03/12/2018 15h27

Saná, 3 dez (EFE).- Um avião com um grupo de rebeldes houthis feridos decolou nesta segunda-feira de Saná rumo a Mascate, capital de Omã, depois que a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita deu permissão para a evacuação, uma exigência dos insurgentes para comparecer à rodada de contatos de paz.

O avião, da companhia aérea Ethiopian Airlines e alugado pela ONU, decolou do aeroporto internacional de Saná horas depois de o enviado especial para a ONU, Martin Griffiths, chegar à capital iemenita, indicou à Agência Efe uma fonte do Departamento de Comunicação dos rebeldes houthis, que pediu anonimato.

Entre os 50 evacuados há combatentes militares das unidades dos houthis, assim como "feridos por bombardeios", afirmou a fonte do governo rebelde, embora não tenha especificado quem são os evacuados.

Cada ferido vai acompanhado de uma pessoa e há três médicos no avião que vai para Omã, acrescentou a fonte.

Griffiths chegou hoje a Saná na sua segunda visita em uma semana para "coordenar e preparar" a delegação houthi a fim de participar da rodada de contatos de paz que acontecerá na Suécia nos próximos dias, apoiada pela ONU.

Segundo informaram à Efe fontes ligadas a este processo que pediram anonimato, a expectativa é que a delegação houthi viaje esta noite ou amanhã de manhã à Suécia para as consultas de paz, que ainda não têm uma data pública de início.

A coalizão árabe, que controla o espaço aéreo iemenita, aceitou facilitar a evacuação a pedido do enviado especial da ONU "por razões humanitárias e para construir confiança entre as partes iemenitas em relação com as conversas de paz da Suécia".

O chefe do Comitê Revolucionário Supremo, o órgão executivo dos houthis, Mohammed Ali al Huti, disse na quinta-feira passada que os insurgentes planejam comparecer à rodada de contatos de paz hoje, 3 de dezembro, se forem atendias condições prévias.

Uma das condições era a evacuação de combatentes feridos do país.

Os houthis não compareceram à última rodada de consultas de paz, convocadas pela ONU em setembro em Genebra porque, entre outros motivos, exigiam a transferência de combatentes feridos ao exterior para seu tratamento médico.

A guerra no Iêmen começou no final de 2014 quando os rebeldes houthis tomaram o controle de Saná e o conflito se generalizou em março de 2015 com a intervenção da coalizão liderada pela Arábia Saudita, que atua a favor do governo do presidente iemenita, Abdo Rabu Mansour Hadi.