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Confrontos entre rebeldes e exército deixam ao menos 15 mortos na RD do Congo

03/12/2018 14h54

Kinshasa, 3 dez (EFE).- Pelo menos três soldados e 12 rebeldes morreram em confrontos entre o exército da República Democrática do Congo e as milícias Mai-Mai Yakutumba na região de Fizi, no nordeste do país, confirmaram nesta segunda-feira à Agência Efe fontes da sociedade civil.

"Três soldados das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) morreram afogados em um rio enquanto eram perseguidos pelos rebeldes, que perderam 12 de seus companheiros", informou o presidente da sociedade civil em Fizi, na província do Kivu do Sul, Willy Walondja.

As mortes ocorreram no domingo, depois que uma nova espiral de violência teve início no dia anterior, paralisando o desenvolvimento normal da campanha eleitoral para as eleições presidenciais previstas para 23 de dezembro.

"Ainda há disparos esporádicos. Isto faz com que as pessoas fiquem trancadas, todos (permanecem) em casa. A campanha eleitoral está realmente interrompida. Tudo está paralisado", afirmou Walondja.

Por trás desses ataques, segundo fontes militares, estão tanto insurgentes da milícia Mai-Mai Yakutumba - que leva o nome do general opositor William Amuri Yakutumba - como membros da Frente de Libertação Nacional (FLN), rebeldes do vizinho Burundi.

Em fevereiro, o exército congolês afirmou ter "aniquilado" os rebeldes Yakutumba durante uma ofensiva na qual morreram pelo menos 83 de seus milicianos, e outros 90 foram capturados, assim como seis soldados, segundo o balanço oferecido pela rádio "Okapi", emissora promovida pela missão da ONU no país.

No leste da República Democrática do Congo, área rica em minerais, operam mais de 100 grupos armados, segundo dados da Human Rights Watch (HRW) de 2017.

A presença de conflitos e grupos armados dificulta a materialização do frágil processo de paz no país desde a Segunda Guerra do Congo (1998-2003), apesar da pressão exercida pelo exército congolês e pelas forças da missão da ONU (Monusco).