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Duterte afirma que fumou maconha para aguentar ritmo da sua agenda

03/12/2018 16h26

Manila, 3 dez (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, afirmou nesta segunda-feira que consumiu maconha para aguentar acordado a última reunião da ASEAN em Singapura, embora, diante da polêmica provocada por seu comentário, tenha declarado depois que era uma piada.

O governante filipino, que empreendeu uma guerra contra as drogas que custou a vida de milhares de pessoas, se queixou da "cansativa" agenda das cúpulas, como a da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada no mês passado, com reuniões que aconteciam "desde manhã cedo até a noite".

"Usei maconha para ficar acordado", disse Duterte, de 73 anos, em um ato hoje em Manila.

Durante essa cúpula vários meios de comunicação publicaram que o presidente filipino faltou várias reuniões para dormir, algo que seu porta-voz confirmou, mas ressaltou que eram "sestas para recarregar as pilhas".

Duterte sugeriu que nas cúpulas presidenciais só deveriam ser abordados os assuntos mais "importantes e urgentes", enquanto os demais temas deveriam ser deixados às equipes técnicas.

Diante da polêmica suscitada pelo seu comentário sobre a maconha - por vir de um presidente que impulsionou uma sangrenta campanha antinarcóticos -, Duterte depois assegurou que foi uma "piada".

"Foi uma piada, claro que foi uma piada, mas ninguém pode me impedir que tenha meu estilo", afirmou o presidente, conhecido pelos seus comentários polêmicos e pouco ortodoxos, que incluem insultos à Igreja católica ou brincadeiras sobre estupros.

No início do seu mandato, Duterte expressou seu apoio à legalização da maconha medicinal, mas, no último mês de maio, fontes de presidência assinalaram que tinha mudado de opinião.

A posse de maconha é castigada duramente na Filipinas, com penas que contemplam a prisão perpétua e multas que chegam a 10 milhões de pesos (US$ 190.000).

A polêmica guerra contra as drogas já fez 5.000 vítimas em batidas policiais, embora grupos de direitos humanos elevam o número a entre 15.000 e 20.000 assassinatos amparados no clima de impunidade.