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Enviado da ONU chega ao Iêmen para evacuação de rebeldes feridos

03/12/2018 11h35

Sana, 3 dez (EFE).- O enviado da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, chegou nesta segunda-feira a Sana momentos antes da evacuação de um grupo de combatentes feridos, uma das exigências dos rebeldes houthis para comparecer à próxima rodada de contatos de paz.

Griffiths, que realiza sua segunda visita ao país em uma semana, chegou ao aeroporto de Sana em um voo da ONU.

A coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita anunciou hoje que permitirá a evacuação de um grupo de 50 rebeldes feridos, que serão transferidos em um voo da ONU a Omã.

No total, serão evacuados 50 combatentes feridos e 50 acompanhantes, que contarão com o apoio de três médicos iemenitas e um da ONU, anunciou o porta-voz da coalizão, o coronel Turki al Maliki, em comunicado divulgado pela agência oficial saudita "SPA".

A coalizão, que controla o espaço aéreo iemenita, concordou em facilitar a evacuação a pedido do enviado especial da ONU "por razões humanitárias e para construir confiança entre as partes iemenitas em relação às conversas de paz da Suécia".

O chefe do Comitê Revolucionário Supremo, o órgão executivo dos houthis, Mohammed Ali al Huti, disse na última quinta-feira que os insurgentes planejam comparecer à rodada de contatos de paz que a ONU está organizando na Suécia, ainda sem data marcada, se forem cumpridas algumas condições prévias, entre elas a evacuação de combatentes feridos do país.

Os houthis não compareceram à última rodada de consultas de paz, convocadas pela ONU em setembro em Genebra, entre outros motivos, porque exigiam que os combatentes feridos fossem levados para fora do país para receberem tratamento médico.

A guerra no Iêmen começou no final de 2014, quando os rebeldes houthis tomaram o controle de Sana, e o conflito se generalizou em março de 2015, com a intervenção da coalizão liderada pela Arábia Saudita, que atua a favor do governo do presidente iemenita, Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi.