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Macri continuará lutando pelas Malvinas, mas mantendo relação com R.Unido

03/12/2018 16h30

Buenos Aires, 3 dez (EFE).- A Argentina não renuncia à sua reivindicação histórica pela soberania das ilhas Malvinas, mas "mantendo uma relação" cordial com o Reino Unido, afirmou nesta segunda-feira o presidente Mauricio Macri, que na última sexta-feira teve um encontro bilateral com a primeira-ministra britânica, Theresa May.

"A reunião foi sob o entendimento de que as reivindicações históricas permanecem e que ninguém renuncia a elas, e continuaremos batalhando e discutindo e colocando o tema sobre a mesa", disse Macri em entrevista coletiva em Buenos Aires convocada para fazer um balanço da Cúpula do G20, realizada na capital argentina no fim de semana.

A visita de May para a reunião de líderes do grupo foi a primeira de um primeiro-ministro britânico a Buenos Aires após o conflito bélico entre ambos os países em 1982 pela soberania do arquipélago, vencido pelos ingleses.

"Era um fato histórico, não? Depois de tantos anos veio um primeiro-ministro. Ela estava muito contente também, vocês a viram, não? O que fica claro é que nós acreditamos absolutamente em nossa reivindicação e continuaremos levantando-a", enfatizou Macri.

No entanto, o presidente reconheceu que, "como em todas as relações" que estão sendo "construídas" durante o seu governo, as reivindicações pela soberania - que se remontam a 1833 - devem acontecer "mantendo uma relação", algo que até agora foi "positivo".

"Pudemos resolver questões históricas tão dolorosas como o reconhecimento dos caídos", acrescentou Macri, em referência ao acordo entre os países para que a Cruz Vermelha iniciasse um projeto para identificar os soldados argentinos que estavam enterrados sem nome no arquipélago.

Macri também avaliou o acordo bilateral para poder inaugurar um novo voo do território continental à ilha via a cidade argentina de Córdoba.

Em um comparecimento de imprensa após o término da cúpula, no último sábado, May destacou as conversas com Macri sobre comércio e investimentos e a decisão de ambos os países de estabelecer esse voo às ilhas.