Topo

Premiê da França recebe partidos para abordar crise dos "coletes amarelos"

03/12/2018 08h28

Paris, 3 dez (EFE).- O primeiro-ministro da França, Édouard Philippe, iniciou na manhã desta segunda-feira uma rodada de reuniões para receber os responsáveis dos partidos políticos e buscar uma saída para a crise dos "coletes amarelos", que continuam os protestos e bloqueios em diferentes pontos do país.

A primeira a ser convocada no Palácio de Matignon, a residência oficial do primeiro-ministro, foi a prefeita de Paris, a socialista Anne Hidalgo, que chegou pouco antes das 8h30 locais (5h30 em Brasília).

Também comparecerão hoje ao Palácio de Matignon a líder do partido de extrema-direita Agrupamento Nacional, Marine Le Pen; o primeiro-secretário do Partido Socialista, Olivier Faure; o presidente do conservador Os Republicanos, Laurent Wauquiez, e Stanislas Guerini, o novo delegado-geral do República em Marcha, o partido do presidente Emmanuel Macron.

O "número 1" do partido de esquerda França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, que, assim como Le Pen, pediu a dissolução da Assembleia Nacional para a convocação de eleições legislativas, pode não comparecer e ser substituído por membros de sua equipe.

Philippe deve continuar as conversas amanhã com representantes do movimento dos "coletes amarelos", mas ainda vai avaliar se isto será possível e em que formato, depois do fiasco de um encontro similar na última sexta-feira.

O porta-voz do governo francês, Benjamin Griveaux, não quis antecipar esta manhã se a administração atenderá à principal reivindicação dos "coletes amarelos" desde o início do movimento, a de anular o aumento dos impostos sobre os combustíveis (à gasolina e, sobretudo, ao gasóleo) que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro.

"Não tomamos as decisões antes" das reuniões com os representantes desse movimento e dos partidos, já que "vamos recebê-los para dialogar", disse Griveaux esta manhã em entrevista à emissora "France Inter".

Os "coletes amarelos" continuam hoje suas ações em diversos pontos do país com bloqueios de rodovias, estradas e acessos a complexos petrolíferos.