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Rússia acusa marinheiros ucranianos de cruzarem fronteira ilegalmente

03/12/2018 08h12

Moscou, 3 dez (EFE).- A Rússia acusou formalmente de cruzamento ilegal de sua fronteira os 24 efetivos da marinha da Ucrânia que foram detidos junto com três embarcações em 25 de novembro pela guarda costeira russa no Mar Negro, informou nesta segunda-feira o advogado de um dos detidos.

"A acusação foi apresentada a todos os detidos em 27 de novembro", disse à agência "Interfax" o advogado Nikolai Polozov, que acrescentou que, até agora, não pôde falar com seu cliente.

Os 24 marinheiros ucranianos foram transferidos para a penitenciária de alta segurança de Lefortovo, em Moscou, depois que um tribunal da Crimeia determinou a prisão preventiva dos mesmos até 25 de dezembro, uma medida cautelar da qual a defesa recorreu em instâncias judiciais superiores.

"Não sei se algum dos detidos se declarou culpado. Acredito que hoje poderei visitar meu cliente na prisão de Lefortovo", afirmou o advogado.

O código penal russo determina até 6 anos de prisão para quem cruzar ilegalmente a fronteira em grupo com o uso de armas ou ameaça de seu uso, crime do qual os marinheiros ucranianos estão sendo acusados.

A Ucrânia qualificou como ato de agressão a captura com o uso da força de suas três embarcações: um rebocador e duas lanchas artilhadas.

As autoridades ucranianas denunciaram que a captura de suas embarcações ocorreu em águas internacionais do Mar Negro depois que a guarda costeira russa fechou a passagem pelo Estreito de Kerch quando elas se dirigiam para o Mar de Azov, que é compartilhado por Rússia e Ucrânia.

Os países do Ocidente condenaram praticamente de maneira unânime a atuação da Rússia no incidente naval, que levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a cancelar a reunião que estava prevista com o presidente russo Vladimir Putin durante a Cúpula do G20 em Buenos Aires.