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Exército sírio faz novos bombardeios em zona desmilitarizada em Idlib

04/12/2018 11h29

Beirute, 4 dez (EFE).- As forças leais ao presidente da Síria, Bashar al Assad, bombardearam nesta terça-feira a zona desmilitarizada de Idlib estabelecida em um acordo entre Rússia e Turquia, que está em vigor desde outubro.

Os disparos de artilharia durante a madrugada tiveram como alvos os povoados de Hish, Al Tamanaa e Jarjanaz, no sul de Idlib; e Jisat e Al Sakher, na província vizinha de Hama, segundo informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), que não mencionou mortes.

O OSDH acrescentou que, ao longo da segunda-feira, as forças leais a Damasco lançaram pelo menos 10 mísseis contra áreas situadas perto dos povoados de Jarjanaz e Al Tamanaa.

A agência de notícias estatal "Sana" informou nesta terça-feira que o exército sírio impediu que um "grupo terrorista" em um veículo se infiltrasse em posições militares das forças leais a Damasco, nas zonas rurais do norte de Hama.

De acordo com a agência, o veículo tentava se infiltrar através da estrada que liga a cidade de Al Habit, no sudoeste de Idlib, com o povoado de Al Jesat, na zona rural de Hama. Os soldados sírios atacaram "o grupo terrorista" e "mataram todos os terroristas" que estavam no veículo.

A fonte detalhou que, desde o acordo firmado em setembro, as tropas leais a Damasco impediram dezenas de tentativas de infiltração de "terroristas" nas posições do exército sírio "que protegem os civis" nas províncias de Hama e Idlib.

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, decidiram em meados de setembro criar uma zona desmilitarizada que abrange Idlib, o norte de Hama e Latakia e o oeste de Aleppo, para dividir as posições das tropas sírias e da oposição armada apoiada pelo governo turco.

O acordo suspendeu a ofensiva e deu lugar a um período de relativa trégua nessa região. Há dez dias, o governo sírio denunciou um suposto ataque com gás de cloro da oposição nos arredores de Aleppo. Após essa denúncia, a Rússia bombardeou alvos na zona desmilitarizada e as forças pró-governo retomaram os ataques.