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Quatro pessoas são detidas após envenenamento e morte de 15 devotos na Índia

20/12/2018 11h36

Nova Délhi, 20 dez (EFE).- Quatro pessoas foram detidas pelo envenenamento de mais de cem devotos durante uma cerimônia em um templo do sul da Índia, dos quais 15 morreram depois de supostamente ingerirem alimentos com pesticidas, informou nesta quinta-feira a polícia.

Mais de 10 garrafas com pesticidas foram supostamente esvaziadas em cima dos alimentos oferecidos aos devotos por antigos guardas do templo junto a outros três cúmplices, disse hoje em entrevista coletiva o inspetor Sharath Chandra, chefe policial para o sul do estado de Karnataka, onde ocorreu o fato.

"Isto foi feito para tomar o controle do templo. Até agora foram detidas quatro pessoas suspeitas de misturar o veneno nos alimentos" que causaram as mortes, disse.

De acordo com a investigação, o homem, identificado como Immadi Mahadesvaswamy, de 65 anos, deu instruções a uma mulher para conseguir o pesticida e esta por sua vez o entregou ao seu marido e um amigo que finalmente o misturaram no prasad - alimentos distribuídos como oferenda nos templos - enquanto os mesmos eram preparados.

Os alimentos foram distribuídos no último dia 14 em uma cerimônia à qual assistiram mais de cem pessoas, seis das quais morreram pouco depois de consumir as porções envenenadas, outras nove morreram após serem hospitalizadas e cem ainda estão recebendo atendimento médico, disse o oficial.

Aparentemente, Mahadesvaswamy dirigiu a ação como represália depois ue os devotos do santuário lhe tiraram o controle do templo no começo de 2017 para criar um fideicomisso com os ingressos recebidos.

O homem, que desempenhava um papel de espécie de guarda do templo, "estava incomodado com a criação de um fideicomisso contra a sua vontade, já que sua fonte de ingressos quase secou. Desde então, começou uma briga pelo uso do templo entre este e o administrador", disse o chefe policial.

O Governo local anunciou que outorgará ajudas econômicas aos parentes das vítimas mortais e assumirá as despesas do tratamento das pessoas sob atendimento médico. EFE