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Rei da Bélgica aceita renúncia de primeiro-ministro Charles Michel

21/12/2018 12h07

Bruxelas, 21 dez (EFE).- O rei Filipe da Bélgica aceitou nesta sexta-feira a renúncia do primeiro-ministro, Charles Michel, apresentada nesta semana, mas pediu que seu Governo continue como interino até as eleições de maio, informou o Palácio Real.

O monarca pediu, além disso, que os responsáveis políticos e as instituições apresentem uma "resposta apropriada" aos desafios econômicos, orçamentários e internacionais, assim como às expectativas da população, especialmente no plano social e meio ambiental, informou a agência "Belga".

Após três dias de reuniões com os responsáveis dos grupos políticos, o rei Filipe acordou com o presidente do Parlamento e com o primeiro-ministro de que informariam de forma regular sobre o estado dos trabalhos enquanto o Executivo for interino.

O chefe do Estado constatou uma "vontade política de garantir a boa gestão do país até as próximas eleições" gerais, previstas para maio.

A coalizão que governava a Bélgica desde 2014 se rompeu em 8 de dezembro, após a saída dos soberanistas flamengos da N-VA pela oposição ao pacto migratório da ONU, que finalmente foi assinado pelo primeiro-ministro, com o apoio do Parlamento, junto a outros 150 líderes mundiais em Marrakech (Marrocos).

Após não conseguir governar em minoria e apresentar sua renúncia nesta semana, Michel, liberal francófono, tinha diante de si dois cenários: dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas ou continuar interino até o fim da legislatura, opção que finalmente prevaleceu.

Tanto o Governo demissionário como os principais grupos políticos no Parlamento manifestaram nestes últimos dias a vontade de responder a certos desafios sócio-econômicos, entre eles a revalorização do poder aquisitivo e a necessidade de responder melhor aos desafios climáticos.

Além disso, mostraram disposição para a gestão da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), prevista no final de março e para garantir corretamente a representação belga no Conselho de Segurança da ONU.

O Conselho de Ministros do Governo Federal já prepara um procedimento para assegurar que o Executivo possa seguir interino nos próximos meses, em concertação com o Parlamento.

Além disso, o Governo só poderá tratar os assuntos "urgentes e inevitáveis", explicou hoje o vice-primeiro-ministro do partido liberal flamengo Open Vld, Alexander De Croo, segundo Belga.

O Executivo interino que atualmente é liderado por Michel está composto pelo Movimento Reformador (MR, liberais francófonos), os democratas-cristãos flamengos (CD&V) e os liberais flamengos (Open Vld). EFE

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