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Erdogan acusa Netanyahu de usar "terrorismo de Estado" contra palestinos

23/12/2018 11h16

Istambul, 23 dez (EFE).- O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou neste domingo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de "usar terrorismo de Estado" contra os palestinos, em uma nova discussão entre ambos.

"Netanyahu, você utiliza o terrorismo de Estado", disse Erdogan durante um comício em Istambul, transmitido ao vivo pela emissora "NTV", respondendo assim a uma recente mensagem escrita no Twitter pelo político israelense, que acusava Erdogan de "massacrar os curdos" e "ocupar o norte do Chipre" (em alusão à República do Chipre do Norte, só reconhecida pela Turquia).

"Hoje o primeiro-ministro de Israel nos atacou com calúnias, com declarações infames, porque se preocupa que nós nos posicionemos contra a opressão dos palestinos. Netanyahu nos acusa de ocupar o Chipre. Foi um lapso. Queria dizer que ele ocupa a Palestina", ironizou Erdogan.

Na mesma declaração, o governante turco disse se considerar "a voz dos oprimidos", enquanto afirmou que Netanyahu é "a voz dos opressores".

"Ao não prestar contas dos seus próprios pecados, dos seus crimes contra a humanidade, dos seus massacres e destruições, não tem direito de acusar ninguém", acrescentou.

Na noite de sábado, Netanyahu tinha escrito no Twitter: "Erdogan, o ocupante do Chipre do Norte, cujo Exército massacra mulheres e crianças em aldeias curdas, dentro e fora da Turquia, não deveria pregar para Israel".

Esse tweet foi uma resposta a um discurso de Erdogan, pronunciado na sexta-feira diante da assembleia de uma fundação para a juventude, no qual o presidente turco louvou seus seguidores por serem "muçulmanos magnânimos" e "não baterem nos que estão jogados no chão, como fazem os judeus de Israel".

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Çavusoglu, também respondeu a Netanyahu hoje no Twitter, acusando-o de ser "um assassino de sangue frio dos tempos modernos, responsável pelo massacre de milhares de palestinos inocentes e por bombardear crianças nas praias". EFE

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