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Internacional

Ministro reconhece 17 mortes em protestos contra o governo do Sudão

26/12/2018 18h13

Cartum, 26 dez (EFE).- O governo do Sudão anunciou nesta quarta-feira que 17 pessoas morreram durante os protestos que começaram na semana passada contra a escassez de produtos básicos e a inflação no país.

O ministro do Interior do Sudão, Ahmed Belal Ozman, não explicou as causas das mortes dos manifestantes e não soube informar com exatidão quantas pessoas ficaram feridas nos protestos, se limitando a dizer que 35 agentes da polícia local foram parar no hospital.

Ozman negou os números divulgados pela Anistia Internacional, que afirmou que 37 pessoas morreram em disparos feitos por policiais desde o início dos protestos na última quarta-feira.

"Mas o governo reconhece que há uma crise econômica verdadeira no país e que os cidadãos estão sofrendo", admitiu Ozman.

O ministro pediu paciência à população e tempo para que o governo adote "medidas radicais" para recuperar a economia sudanesa. Segundo ele, as pessoas presas durante os protestos também serão libertadas em breve para que não haja "nenhum preso de opinião" no país.

"O governo acredita no direito dos cidadãos a protestar de forma pacífica. É uma pena que alguns infiltrados nas manifestações tenham aproveitado para realizar atos de sabotagem que causaram grandes perdas materiais", ressaltou o ministro na entrevista.

Nos últimos dias, manifestantes atacaram e incendiaram sedes do partido que governa o Sudão e outros edifícios do governo em várias cidades. Foi necessário decretar estado de emergência em dois estados do país devido aos distúrbios.

Hoje, em Cartum, capital do país, não houve registro de confusão, mas as forças de segurança seguem mobilizadas no centro da cidade. Ontem, uma manifestação que pretendia chegar ao palácio da presidência do Sudão terminou em violência.

A polícia reprimiu os protestos com gás lacrimogêneo e, em alguns casos, com munição real, segundo testemunhas. EFE

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