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Eleições em Bangladesh têm início após incidentes com 2 mortos

30/12/2018 03h05

Daca, 30 dez (EFE).- Os colégios eleitorais de Bangladesh abriram neste domingo, às 8h (horário local, 0h de Brasília), em um dia de eleições gerais no país, que devem contar com a participação de aproximadamente 104 milhões de eleitores e onde morreram duas pessoas em confrontos em meio a um grande desdobramento das forças de segurança.

Antes da abertura das urnas, cerca de 40 mil localizadas em 299 circunscrições, um membro do partido governante Liga Awami faleceu em um confronto com seguidores do opositor Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP) e do islâmico Jamaat-e-Islami, informou à Agência Efe, o responsável pela polícia de Patiya, Niamat Ullah.

No distrito de Lakshmipur, as autoridades encontraram um corpo com ferimentos de bala após um confronto entre ativistas políticos, disse o chefe de Polícia de Chandraganj, Abul Kalam Azad.

"A vítima apresentava ferimentos de bala na perna, embora ainda não tenhamos certeza se pertencia a algum partido político em particular", disse.

Os colégios eleitorais permanecerão abertos até às 16h (horário local, 8h de Brasília), e após seu fechamento, deve ter início imediatamente a apuração.

Os eleitores devem escolher um total de 1.861 candidatos, dos quais 128 se apresentam de forma independente, o que determinará quem governará o país pelos próximos cinco anos.

Desde o último dia 24, as autoridades destacaram mais de 600 mil militares do Exército, Marinha e outras forças de segurança, de acordo com informações da Comissão Eleitoral.

A atual primeira-ministra e líder da Liga Awami, Sheikh Hasina, aparece como a favorita para vencer o pleito e ser reeleita pela terceira vez consecutiva desde que chegou ao poder, em 2009.

O outro partido com possibilidades de obter o maior número de votos é o opositor BNP, da ex-primeira-ministra Khaleda Zia, presa após ser condenada a 17 anos por corrupção.

O BNP aparece à frente de uma coalizão de partidos e também ampara ao maior partido islâmico, Jamaat-e-Islami, cujo registro foi cancelado por um tribunal.

Liga Awami e BNP se revezaram no poder desde 1991, a exceção de um breve período de tutela militar entre 2006 e 2008. EFE

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