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Rebeldes do Iêmen denunciam violações da trégua em Al Hudaydah

31/12/2018 13h43

Sana, 31 dez (EFE).- Os rebeldes houthis do Iêmen denunciaram nesta segunda-feira que o Exército governamental e a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita que o apoia cometeram mais de 800 infrações do cessar-fogo que entrou em vigor no último dia 18 na cidade da Al Hudaydah, em virtude de um acordo mediado pela ONU.

O porta-voz do movimento rebelde, o tenente-general Yehia Saria, afirmou que as forças governamentais e seus aliados violaram a trégua em 801 ocasiões desde o seu início e até a meia-noite de ontem.

Além disso, destacou o "compromisso" dos combatentes houthis com a trégua, pactuada pelas duas partes beligerantes na Suécia.

O porta-voz detalhou que as violações aconteceram em vários pontos de Al Hudaydah, onde foram lançados 52 mísseis e 451 projéteis de artilharia, enquanto a coalizão árabe realizou 75 voos nos céus da cidade portuária.

Na opinião de Saria, "isso deixa claro diante de todos a falta de seriedade da agressão", como os houthis costumam denominar seus inimigos.

"Algumas partes não desejam que a agressão pare e buscam uma forma de fazer o acordo de cessar-fogo fracassar", disse Saria, sem nomear essas partes.

Ontem, o governo iemenita expressou sua desconfiança em relação à retirada dos rebeldes houthis do estratégico porto de Al Hudaydah, como estes anunciaram no dia anterior.

A retirada é um dos pontos incluídos no chamado acordo de Estocolmo, que estabelece que a segurança do porto e da cidade homônima fique a cargo de forças locais, que substituirão os militares e rebeldes conforme estes se retiram de forma paulatina da região, em um prazo de 21 dias desde a entrada em vigor do cessar-fogo.

Por sua vez, a ONU informou que a estrada que liga Al Hudaydah à capital, Sana, não foi reaberta como "corredor humanitário", como pactuado, e que qualquer retirada das forças "só pode ser crível se todas as partes e as Nações Unidas puderem observar e verificar" seu cumprimento. EFE