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Maduro ordena "revisão total" de relações diplomáticas com EUA

Maduro advertiu que nas próximas horas tomará decisões de "caráter político e diplomático" - Miraflores Palace/Handout via Reuters
Maduro advertiu que nas próximas horas tomará decisões de "caráter político e diplomático" Imagem: Miraflores Palace/Handout via Reuters

22/01/2019 21h29

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira (22) que ordenou uma "revisão total e absoluta das relações com o governo dos Estados Unidos", e advertiu que nas próximas horas tomará decisões de "caráter político e diplomático".

Em transmissão obrigatória de rádio e televisão, o chefe de Estado venezuelano disse que já ordenou a seu chanceler, Jorge Arreaza, a realização desta revisão.

A advertência de Maduro acontece horas depois que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, divulgou um vídeo no qual lhe chama de ditador e transmite seu apoio aos venezuelanos um dia antes da passeata antigovernamental convocada pelo parlamento da Venezuela de maioria opositora.

Segundo Maduro, "nunca antes um funcionário do mais alto nível tinha saído em nome do seu governo (...) dizer que na Venezuela a oposição deve derrubar o governo seja como for".

"Já o denunciamos e vamos enfrentá-lo", declarou o presidente venezuelano, após denunciar que Washington "quer violência" na Venezuela.

Também hoje a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que as declarações de Pence são uma convocação "aberta" a um golpe de Estado no país e garantiu que o governo de Maduro "não vai permitir" que Washington interfira em seus assuntos.

Além disso, a vice-presidente sustentou a denúncia feita minutos antes pelo seu irmão, o ministro de Informação venezuelano, Jorge Rodríguez, que declarou que Pence ordenou atos violentos no país e assegurou que também incitou a criação de "falsos positivos" para as passeatas opositora que estão sendo preparadas para amanhã.

A oposição venezuelana convocou passeatas para amanhã em rejeição ao segundo mandato de Maduro que sairão de diferentes pontos de Caracas, entre eles o bairro de Cotiza, onde ontem um grupo de militares se sublevou contra o governo.

O chavismo governante também convocou mobilizações em diferentes pontos da cidade, um dos quais na Avenida Nueva Granada no oeste, onde também se concentrará a oposição.

Sobre a mobilização, Maduro pediu "máxima consciência e máxima mobilização para defender a pátria", ao mesmo tempo em que disse que serão tomadas "todas as medidas de segurança". EFE

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