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Colômbia nega existência de proposta dos EUA para enviar soldados ao país

29/01/2019 17h46

Bogotá, 29 jan (EFE).- O chanceler da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos não apresentaram qualquer proposta para enviar soldados ao país.

A dúvida surgiu após o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, ter sido fotografado com um bloco de notas na mão em que havia escrito "5 mil soldados para a Colômbia".

"Não houve proposta", afirmou Trujillo em entrevista coletiva ao ser perguntado se o governo dos EUA sugeriu aumentar sua presença militar no território colombiano.

Duas mensagens estavam visíveis nas anotações de Bolton. Em uma delas, o assessor escreveu que dava "boas-vindas" às negociações de paz com os talibãs no Afeganistão. A segunda trazia a informação que sugeria o envio de 5 mil soldados americanos para a Colômbia.

A foto provocou muita polêmica na Colômbia, gerando várias especulações se a anotação de Bolton tinha relação com a Venezuela.

"Desconhecemos a razão e o alcance dessa menção à Colômbia nesse bloco de notas. Não vou fazer futurologia, não sabemos absolutamente nada além disso", afirmou o chanceler.

Trujillo ressaltou que os dois países dialogam de forma constante e que continuarão conversando sobre temas de interesse bilateral, regional e global.

"Não vou antecipar nada, ainda mais em uma matéria tão sensível. Simplesmente reitero que não temos conhecimento sobre a razão dessa menção no bloco do senhor John Bolton", reforçou Trujillo.

A foto do bloco de notas de Bolton foi tirada depois de uma entrevista coletiva em que o governo americano anunciou sanções contra a PDVSA, a empresa estatal de petróleo da Venezuela. Perguntada sobre a anotação, a Casa Branca não se pronunciou. EFE

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