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Jogador do Bahrein desembarca na Austrália após deixar prisão tailandesa

12/02/2019 04h11

Sydney (Austrália), 12 fev (EFE).- O jogador do Bahrein, Hakeem al Araibi, chegou nesta terça-feira em Melbourne, na Austrália, após passar mais de dois meses preso na Tailândia por um pedido de extradição para seu país.

Ele desembarcou por volta das 13h (horário local, 0h de Brasília) e foi recebido por uma multidão de fãs e veículos de imprensa que esperavam do lado de fora do terminal com cartazes que diziam: "Bem-vindo a casa, Hakeem".

"Obrigado Austrália e a todo povo australiano, aos veículos de imprensa australianos, ao governo australiano, aos grupos de direitos humanos. Isto significa muito para mim", disse o jogador.

"Vou ser mais forte para a Austrália, a Austrália é o meu país, eu amo a Austrália", completou o jogador, acompanhado do ex-capitão da seleção australiana, Greg Foster, que liderou uma campanha para conseguir sua libertação.

Ontem, um tribunal tailandês ordenou a libertação de Al Araibi depois que a promotoria retirasse o pedido feito pelo Bahrein contra o jogador de 25 anos, que defende a equipe semiprofissional do Pascoe Vale.

O jogador, que chegou à Austrália em 2014 após fugir do seu país, foi detido no dia 27 de novembro do ano passado, logo assim que chegou em Bangcoc ao lado de sua esposa para passar a lua de mel.

A detenção foi resultado de uma ordem emitida pela Interpol, que posteriormente foi retirada, e do processo de extradição apresentado pelo Bahrein, que o condenou à revelia a dez anos de prisão por danos em uma delegacia durante um protesto da Primavera Árabe.

O caso provocou uma crise diplomática entre Tailândia e Austrália, cujo governo pediu várias vezes a libertação de Araibi, a quem reconheceu como refugiado em 2017, uma reivindicação que contou com a adesão da Fifa e de outros atletas de renome.

O jogador, que denunciou que foi torturado em 2012 antes de fugir de Bahrein, defendeu sua inocência ao alegar que estava disputando uma partida com a seleção de seu país quando ocorreram os fatos pelos quais foi condenado. EFE