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Lideranças militares dos EUA seguem vendo Coreia do Norte como ameaça

2019-02-12T16:40:00

12/02/2019 16h40

Washington, 12 fev (EFE).- Os principais líderes das Forças Armadas dos Estados Unidos na região do Indopacífico afirmaram nesta terça-feira que a Coreia do Norte continua representando uma ameaça à segurança internacional e ressaltaram que, apesar das negociações entre os dois países, não houve "mudanças verificáveis" no programa nuclear desenvolvido pelo regime de Kim Jong-un.

"O duro trabalho diplomático continua reduzindo as tensões e criando o clima necessário para que a Coreia do Norte escolha o caminho da desnuclearização. (...) Mas, na realidade, tenho claro que ocorreram poucas mudanças verificáveis", disse o general Robert B. Abrams, comandante das tropas americanas na Coreia do Sul.

O general avaliou que os recursos militares da Coreia do Norte seguem representando um risco para os EUA e para aliados americanos na região do Indopacífico.

"Não observamos mudanças significativas no tamanho, no objetivo ou na duração das manobras militares norte-coreanas em comparação com o mesmo período do ano passado", afirmou o general.

Abrams participou de uma audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA junto com o almirante Philip S. Davidson, que comanda as tropas americanas na região Indopacífico. Apesar de não notar mudanças no poderio militar norte-coreano, o general reconheceu que Kim Jong-un reduziu sua "retórica hostil".

Davidson também reconheceu que houve avanços significativos no âmbito diplomático, mas ressaltou que a Coreia do Norte segue como "desafio mais urgente" na região. Para ele, a situação só mudará de status quando ocorrer uma desnuclearização completa e verificável, processo que Kim se comprometeu a realizar.

A promessa do líder norte-coreano foi feita na reunião realizada com o presidente dos EUA, Donald Trump, em junho do ano passado.

O almirante mostrou ceticismo em relação às promessas de Kim e afirmou que as tropas sob seu comando compartilham da posição dos serviços de inteligência americanos.

"Ou seja, acreditamos que é pouco provável que a Coreia do Norte renuncie a todo seu arsenal ou à produção nuclear, mas procura negociar uma desnuclearização parcial em troca de concessões americanas e internacionais", concluiu Davidson.

Na semana passada, Trump anunciou que a segunda reunião com Kim Jong-un ocorrerá em Hanói, capital do Vietnã, entre os dias 27 e 28 de fevereiro. EFE