Banco UBS é multado na França em 3,7 bilhões de euros por lavagem de dinheiro
Paris, 20 fev (EFE).- O banco suíço UBS foi condenado nesta quarta-feira em um tribunal da França por prática bancária ilegal e lavagem de dinheiro, por isso deverá pagar uma multa de 3,7 bilhões de euros, a maior imposta no país para este tipo de crime.
Os advogados do banco suíço se apressaram a anunciar, após a leitura da decisão, que recorrerão da sentença.
A Justiça francesa impôs essa pena ao banco, que foi solicitada pela Promotoria Nacional Financeira ao término de duas semanas de audiências em novembro, por considerar que a entidade criou um sistema de evasão fiscal que permitiu que 10 bilhões de euros não fossem declarados ao fisco francês entre 2004 e 2012.
Segundo a acusação, a entidade bancária aconselhava clientes franceses endinheirados a abrir contas na Suíça para pagarem menos impostos e ficarem protegidos pelo sigilo bancário que há no país.
Além disso, a UBS deverá indenizar em 800 milhões de euros o Estado francês, que atuava como acusação particular e reivindicava o dobro.
A filial francesa da entidade bancária também foi condenada ao pagamento de 15 milhões de euros.
Cinco dos seis acusados, funcionários e dirigentes do banco, foram condenados a penas de prisão isentas de cumprimento, entre seis e 18 meses, e a multas de entre 50 mil e 300 mil euros.
Apenas Raoul Weil, que era o número 3 na hierarquia da entidade, foi absolvido, pois o tribunal considerou que ele não teve influência nas atividades do banco no mercado francês.
O banco UBS já tinha sido condenado anteriormente em outros países por fatos similares, mas a penas muito menores: de US$ 780 milhões nos Estados Unidos em 2009 e de 300 milhões de euros na Alemanha em 2014.
O UBS garantiu em sua defesa que agiu conforme o direito suíço e que não tinha como saber se os clientes estavam cumprindo com seus compromissos com o fisco francês.
A entidade bancária tentou negociar até o último momento com o Ministério Público o pagamento de uma indenização para evitar um julgamento, mas os valores propostos foram considerados insuficientes. EFE
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