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EUA prendem militar americano que planejava ataque contra políticos e civis

20/02/2019 23h05

Washington, 20 fev (EFE).- Autoridades americanas detiveram um tenente da Guarda Litorânea do país que planejava um ataque generalizado contra políticos e civis, segundo informou nesta quarta-feira o governo dos Estados Unidos.

O tenente, identificado como Christopher Paul Hasson, de 49 anos, definia-se como "nacionalista branco" e, segundo as autoridades, "pretendia assassinar civis em uma escala raramente vista neste país".

Por essa razão, os promotores definem Hasson no documento de acusação como "terrorista doméstico", de acordo com o jornal "The Washington Post", que teve acesso aos documentos judiciais do governo.

Entre os seus supostos alvos estavam a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, assim como a popular congressista esquerdista Alexandria Ocasio-Cortez, além de civis e jornalistas.

De acordo com documentos judiciais apresentados em um tribunal federal do estado de Maryland, Hasson defendia o uso de "violência focalizada" para estabelecer a "pátria branca" e sonhava em "matar quase até a última pessoa sobre a face da Terra".

O tenente também fantasiava um ataque biológico contra alimentos e uma "campanha de bombas e franco-atirador".

Hasson, detido na sexta-feira passada, tinha realizado recentemente buscas na internet como "melhores lugares em DC (Distrito de Columbia) para ver pessoas do Congresso" ou "os magistrados da Supremo Corte recebem proteção?".

Embora Hasson estivesse acumulando armas desde 2017, não fica claro quando pretendia entrar em ação.

Na sua casa de Silver Spring, subúrbio de Washington situado em Maryland, as autoridades acharam um grande número de armas e também de entorpecentes.

Segundo os investigadores, Hasson estava estudando o manifesto do ultradireitista norueguês Anders Behring Breivik, que em 2011 assassinou 77 pessoas. Além disso, declararam que estava obcecado com a ideologia neofascista e neonazista.

Hasson serviu no Corpo de Fuzileiros navais entre 1988 e 1993 e depois na Guarda Nacional por outros dois anos. Desde 2016 trabalhava como tenente da Guarda Litorânea dos EUA em suas sedes sociais de Washington.

A expectativa é que Hasson compareça diante de um juiz nesta quinta-feira para determinar sua situação à espera de um julgamento. Os promotores defendem que o tenente deve permanecer na prisão até lá. EFE