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Embaixadora de Guaidó no Brasil anuncia envio de ajuda à Venezuela

21/02/2019 13h16

Brasília, 21 fev (EFE).- María Teresa Belandria, representante no Brasil do chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, confirmou nesta quinta-feira que no próximo sábado começará a ser enviada do país ajuda humanitária aprovada pelo órgão legislativo venezuelano.

"Foram definidos os procedimentos para realizar a operação, através da qual serão transportadas em uma primeira fase até 100 toneladas de ajuda, composta por alimentos, remédios e kits de emergência, que sairão da cidade de Boa Vista", afirmou Belandria em comunicado.

Belandria também ratificou que "tanto os caminhões como os motoristas responsáveis pelo transporte da ajuda humanitária serão venezuelanos, embora o controle completo da operação será das autoridades brasileiras".

A representante de Guaidó, que no dia 23 de janeiro anunciou que assumia a presidência interina da Venezuela depois que a Assembleia Nacional declarou o governante Nicolás Maduro como "usurpador", disse que os detalhes da operação foram discutidos na véspera com autoridades do Governo brasileiro.

Ela acrescentou que nesse encontro, "que durou várias horas, foram discutidos aspectos de segurança, migração e alfândegas, assim como a participação dentro do pacote de ajuda do Governo dos Estados Unidos".

"A embaixadora Belandria agradece os esforços de todo o Governo do Brasil para levar adiante esta operação, na qual estarão envolvidos diversos ministérios e agências de cooperação do Estado brasileiro", diz a nota.

A ajuda humanitária deverá sair de Boa Vista, a 200 quilômetros da fronteira com a Venezuela, e chegar a Pacaraima, situada no limite entre ambos os países, para depois ser levada inicialmente a Santa Elena de Uairén.

Essa cidade venezuelana, a cerca de 25 quilômetros da fronteira e de cerca de 30 mil habitantes, seria a primeira escala dessa ajuda, segundo disseram fontes envolvidas na operação.

Deputados venezuelanos denunciaram nesta quinta-feira que para Santa Elena de Uairén foram enviados alguns tanques da Força Armada Bolivariana.

O parlamentar Américo de Grazia afirmou através da sua conta no Twitter que a intenção desse desdobramento seria "impedir a entrada da ajuda humanitária", mas garantiu que "os cidadãos" dessa região "receberão a solidariedade".

O estado de Roraima é, junto com a cidade colombiana de Cúcuta, um dos principais centros de estocagem da ajuda solicitada por Guaidó à comunidade internacional, a qual se prevê que, no mesmo sábado, começará a entrar na Venezuela por ambas as fronteiras. EFE