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Greve de independentistas não consegue paralisar economia da Catalunha

21/02/2019 19h11

Barcelona (Espanha), 21 fev (EFE).- A greve geral convocada pelos independentistas catalães contra o julgamento dos políticos que organizaram o referendo separatista de 2017 não conseguiu paralisar a economia da região, principal objetivo do movimento, apesar dos bloqueios em estradas e ruas de várias cidades.

A Catalunha viveu nesta quinta-feira a terceira greve relacionada diretamente com o processo independentista desde 2017. Desde o início do dia, grupos de ativistas pró-separação bloquearam várias avenidas e estradas da região para protestar contra o julgamento dos políticos catalães no Tribunal Supremo da Espanha, em Madri.

Organizados nos chamados Comitês de Defesa da República (CDR), os ativistas chegaram a queimar pneus para impedir a circulação de veículos nas principais estradas da Catalunha. O transporte ferroviário também foi afetado pelas ações dos manifestantes.

A greve terminou com três presos e 37 feridos, todos atendimentos pelo Sistema de Emergências Médicas (SEM), em diversos incidentes.

Em Barcelona, a Polícia Autônoma da Catalunha registrou diversos casos de violência no centro da cidade após grupos de manifestantes terem fechado ruas e queimado lixeiras.

Os protestos reuniram cerca de 40 mil pessoas, segundo a Guarda Urbana da Catalunha. Os organizadores elevaram o número para 200 mil. Mas a greve geral não afetou a atividade econômica e industrial da região. Áreas como o Porto de Barcelona e o aeroporto não foram atingidos pelas manifestações.

No entanto, os partidos independentistas avaliaram a greve como um sucesso e disseram que ela mostrou a força dos cidadãos catalães. EFE

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