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Colômbia denuncia que Maduro ordenou soldar contâineres para evitar ajuda

22/02/2019 12h42

Bogotá, 22 fev (EFE).- A Colômbia denunciou nesta sexta-feira que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou soldar vários contêineres na ponte fronteiriça de Tienditas para impedir a passagem no sábado da ajuda humanitária concedida por diversos países.

"Ontem à noite, enquanto Cúcuta e o mundo se preparavam para alçar a voz pela liberdade da Venezuela, a ditadura de Nicolás Maduro soldava os contêineres na estrutura da ponte", disse o serviço de Migração da Colômbia em uma breve mensagem enviada aos veículos de imprensa.

O fato foi qualificado como "uma metáfora do ditador se aferrando ao poder".

A ponte Tienditas, também conhecida como ponte da Integração, é um das três passagens fronteiriças de Cúcuta com a Venezuela e onde estão armazenadas cerca de 600 toneladas de assistência humanitária que devem ser levadas a esse país amanhã.

A infraestrutura, uma das promessas de integração entre os dois países, foi concluída no começo de 2016, meses depois que o Governo de Maduro ordenou o fechamento da fronteira comum.

Em 14 de fevereiro, o Governo venezuelano reforçou o bloqueio da ponte Tienditas com pesados blocos de concreto e contêineres.

Esses obstáculos se somaram a um caminhão cisterna e um contêiner de lixo azul que foram instalados no início de mês pelos chavistas para impedir a passagem da ajuda.

Em vários vídeos divulgados pela Colômbia nesta sexta-feira e que foram feitos por câmeras de segurança da ponte é possível observar o momento no qual pelo menos duas pessoas começam a soldar os contêineres à estrutura.

Também é possível ver vários uniformizados acima dos contêineres e outros mais que participam dos trabalhos de soldadura.

Nesta sexta-feira, será realizado o show "Venezuela Aid Live", convocado pelo multimilionário britânico Richard Branson e do qual farão parte 32 artistas da Argentina, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, México, Porto Rico, a Suécia e a Venezuela.

O objetivo do evento musical é o de arrecadar até US$ 100 milhões em 60 dias para levar ajuda humanitária à Venezuela.

A primeira parte de tal ajuda entrará a esse país a partir de amanhã por quatro passagens fronteiriças com Cúcuta. EFE