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Guaidó anuncia que irá à reunião do Grupo de Lima em Bogotá

23.fev.2019 - Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela, discusa ao lado de Ivan Duque, presidente colombiano - Raul Arboleda/AFP
23.fev.2019 - Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela, discusa ao lado de Ivan Duque, presidente colombiano Imagem: Raul Arboleda/AFP

Em Cúcuta (Colômbia)

23/02/2019 22h20

O chefe do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, que se declarou presidente interino do país, anunciou hoje que participará na próxima segunda-feira da reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, "para discutir possíveis ações diplomáticas" contra o regime de Nicolás Maduro.

"Anuncio que na segunda-feira participarei dessa cúpula, desse grupo, dessa reunião do Grupo de Lima, para nos reunir com todos os chanceleres da região e também com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, para discutir possíveis ações diplomáticas", declarou Guaidó.

No fim da noite, no Twitter, Guaidó disse que vai "apresentar formalmente à comunidade internacional que devemos ter todas as opções em aberto para alcançar a libertação deste país que está lutando e continuará a lutar".

O líder de oposição fez essa declaração na cidade colombiana de Cúcuta, na qual esteve acompanhado pelo presidente da Colômbia, Iván Duque, e do secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.

O Grupo de Lima, integrado pelas nações mais povoadas do continente americano, se reunirá na segunda-feira em Bogotá para abordar a situação na Venezuela.

Guaidó afirmou que sua responsabilidade como presidente encarregado "é continuar buscando as ajudas humanitárias e exigir que entrem na Venezuela, buscando caminhos para abrir a democracia no país para que acabe a usurpação, para tirar a máscara da ditadura".

Acrescentou que vai continuar "buscando todos os apoios necessários para acabar com a tirania", em referência à permanência no poder de Maduro.

"Hoje vimos como um homem, que não sente dor pelo povo da Venezuela, manda queimar comida necessária para um povo faminto. Vimos queimar remédios em frente de doentes", disse Guaidó.

Igualmente, ele questionou os colaboradores de Maduro. "Não sei do que riem os que estão em Miraflores, vocês sabem que hospitais estejam cheios de feridos?", afirmou.