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Internacional

May diz que nova votação do "Brexit" no Parlamento acontecerá até 12 de março

24/02/2019 15h47

Guillermo Ximenis.

Londres, 24 fev (EFE).- O Parlamento britânico votará pela segunda o acordo do "Brexit" no máximo até o dia 12 de março, segundo se comprometeu neste domingo a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

May descartou convocar a votação nesta semana, como tinha planejado até agora, mas também desmentiu as especulações sobre a possibilidade de adiá-la até os dias prévios à ruptura, marcada para 29 março, para aumentar a pressão sobre os deputados.

A primeira-ministra ainda enfrentará nesta quarta-feira um debate na Câmara dos Comuns no qual os parlamentares poderão se pronunciar previsivelmente sobre uma nova série de emendas dirigidas a condicionar o roteiro do governo.

Embora ainda não se saiba quais cláusulas serão apresentadas pelos parlamentares, vários membros do gabinete de May sugeriram que avaliam apoiar um plano que obrigue o Executivo a pedir uma extensão do prazo para se retirar da União Europeia (UE) se os termos da saída não estiverem ratificados em meados de março.

Em sua chegada ao Egito, onde participa da cúpula de líderes da UE e da Liga Árabe, a primeira-ministra insistiu diante dos jornalistas que atrasar o "Brexit" não solucionará o "problema" que o Reino Unido enfrenta.

"Sempre vai haver um ponto no qual teremos que decidir se aceitamos o acordo que foi negociado ou não", disse May.

As manobras do setor pró-europeu dos conservadores para evitar um "Brexit" não negociado, um cenário que segundo o Banco da Inglaterra levaria o Reino Unido a uma recessão, provocaram uma divisão no gabinete de Governo.

Os "tories" mais eurocéticos pediram a demissão dos três ministros que se mostraram favoráveis a atrasar a ruptura e pressionam May para que mantenha sobre a mesa a opção de um "Brexit" duro.

Essa via, que provocaria prejuízo para ambas as partes, é um dos pontos fortes que mantêm Londres no diálogo que continua aberto com a UE, afirmam esses deputados.

Contudo, os assessores de May advertiram que tirar do cargo alguns ministros se estes forem a favor da extensão do prazo seria contraproducente e agravaria as cisões no Partido Conservador, segundo revelou o jornal "The Guardian".

Questionada sobre essa controvérsia, May afirmou que todos os ministros trabalham para tentar fazer com que o Reino Unido deixe a UE com um acordo, o que abriria um período de transição de pelo menos dois anos que suavizaria as consequências de uma ruptura abrupta.

Na próxima terça-feira, uma equipe negociadora britânica voltará a Bruxelas para continuar buscando alternativas para a cláusula de segurança para evitar uma fronteira na Irlanda do Norte.

A Câmara dos Comuns rejeitou no começo do ano o pacto ao qual a primeira-ministra chegou com os 27 membros da UE por uma grande maioria de 230 votos. EFE

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