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Cardeal venezuelano pede que militares não reprimam protestos contra Maduro

26/02/2019 15h40

Caracas, 26 fev (EFE).- O cardeal venezuelano Jorge Urosa fez nesta terça-feira um pedido aos militares e demais integrantes das forças de segurança do país para não reprimir os protestos contra o regime de Nicolás Maduro, evitando assim uma repetição dos confrontos registrados na fronteiras com Brasil e Colômbia.

"Precisamos fazer pedidos urgentes e intensos às forças do governo para que não reprimam o povo venezuelano, para que não apontem suas armas ao povo desarmado como fizeram lá em Santa Elena de Uairén", disse Urosa, citando os enfrentamentos registrados no sábado na cidade, que fica a 15 quilômetros de Roraima.

"E também precisamos de pedidos urgentes para que não coloquem grupos armados violentos, totalmente irregulares e ilegais, no controle da ordem pública", completou o cardeal na entrevista.

O governo de Nicolás Maduro fechou na semana passada as fronteiras da Venezuela com Brasil e Colômbia para bloquear a entrada ajuda internacional pedida pela oposição ao chavismo.

Só nas cidades de San António del Táchira e Ureña, na fronteira com a Colômbia, 200 pessoas ficaram feridas nos confrontos com os agentes leais a Maduro - 143 delas chegaram a ser baleadas.

Não há um número exato de feridos em Santa Elena de Uairén, uma comunidade indígena que fica muito perto do Brasil.

A oposição e ONGs, como a Foro Penal Venezuelano, denunciaram que os manifestantes contrários a Maduro foram "atacados" pelas forças de segurança do governo e por grupos paramilitares. EFE

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