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Explosão de bomba escondida em cadáver mata 18 pessoas no Mali

27/02/2019 13h48

Bamaco, 28 fev (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram e outras 18 ficaram feridas, algumas delas gravemente, após a explosão de um bomba escondida em um cadáver no centro do Mali ocorrida há dois dias, em um atentado de caraterísticas inéditas e do qual só nesta quarta-feira foram revelados os detalhes.

Segundo fontes policiais, o incidente aconteceu na manhã da última segunda-feira, em Gondogourou, na província de Mopti, no centro do país: primeiro, um aldeão desapareceu depois de sair para buscar alimento para gado. Quando seus familiares saíram em sua procura, o encontraram morto.

Na hora de recolher o corpo, uma bomba que alguém tinha escondido sob sua roupa explodiu. O impacto foi tão forte que matou 18 pessoas, todas elas de etnia dogon.

As suspeitas recaem sobre algum grupo peul, a outra etnia majoritária na região de Mopti e que nos últimos tempos está protagonizando confrontos cada vez mais frequentes com os dogon.

Além das tensões de origem étnica e pelo controle da terra, há a frequente conivência entre os peuls e os grupos jihadistas, até o ponto em que muitos povoados peuls são acusados, com ou sem razão, de cumplicidade com os grupos terroristas.

Um dos líderes peuls mais importantes, o xeque Amadou Kouffa, fundador da chamada Frente de Libertação de Macina, se aliou à Al Qaeda para formarem juntos o grupo Jama'at Nasr al-Islam wal Muslimin, que se transformou no principal grupo jihadista no Sahel. EFE