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Fortes chuvas deixam 1 morto e milhares de evacuados na Califórnia

28/02/2019 20h54

San Francisco (EUA), 28 fev (EFE).- As fortes chuvas que caíram durante os últimos dias no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, deixaram uma vítima mortal, enquanto 2.000 casas permanecem inundadas e milhares de pessoas foram evacuadas pelo transbordamento de um rio.

O governador californiano, o democrata Gavin Newsom, declarou nesta quinta-feira o estado de emergência para os condados de Amador, Glenn, Lake, Mendocino e Sonoma, o que permitirá as agências estaduais solicitar ajuda ao governo federal para as tarefas de reconstrução.

As autoridades locais informaram de um morto em consequência do temporal, um morador da cidade de Ferndale que se afogou quando foi levado pela corrente enquanto tentava chegar em casa, onde três menores de idade estavam presos.

A cidade mais afetada pelas inundações é Guerneville, de cerca de 4.500 habitantes e situada no vale do rio Russian, no condado de Sonoma, onde as emissoras de televisão locais mostravam imagens de moradores se deslocando em canoas.

A cidade se transformou durante algumas horas da noite de quarta-feira em uma "ilha", completamente inacessível por estrada, embora nesta quinta-feira o nível da água tenha retrocedido ligeiramente e Guerneville tenha voltado a estar conectada por via terrestre.

Os serviços de emergências aproveitaram então para retirar dezenas de veículos que tinham ficado presos pela água e resgatar seus ocupantes, informou o escritório do xerife do condado de Sonoma.

Embora os transbordamentos sejam frequentes no rio Russian nesta época do ano, os quase 14 metros de profundidade registrados na última hora de quarta-feira não ocorriam há mais de 25 anos.

As chuvas fazem parte de uma tempestade tropical que sacudiu a região durante esta semana, atingindo inclusive, embora com uma intensidade muito menor, as cidades de San Francisco e Oakland.

O norte da Califórnia está vivendo um inverno particularmente chuvoso para os padrões da região, que em algumas partes recebeu entre janeiro e fevereiro uma quantidade de água próxima à toda a recebida no ano anterior, que foi especialmente seco. EFE