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Junto a Guaidó, Bolsonaro se compromete com busca por democracia na Venezuela

28/02/2019 15h47

Brasília, 28 fev (EFE).- O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, ao receber o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que seu governo não retrocederá na busca do que os venezuelanos desejam: "democracia e liberdade".

Em um pronunciamento conjunto após uma reunião privada, Bolsonaro disse que Guaidó, reconhecido como presidente em exercício da Venezuela pelo Brasil e outros 50 países, é "uma esperança" no processo de recuperação da democracia.

"Às vezes nos perguntamos como pode um país rico e próspero, com um povo maravilhoso, chegar a essa situação caótica", declarou Bolsonaro, responsabilizando "essa esquerda que gosta tanto dos pobres que acaba multiplicando-os".

"O Brasil estava em um caminho semelhante. O povo se mirou e resolveu dar um ponto final na demagogia barata", comentou Bolsonaro.

Guaidó chegou à Brasília nesta madrugada, procedente de Bogotá, a bordo de um avião da Força Aérea Colombiana, após sair do seu país por terra para a Colômbia na sexta-feira passada.

Seu deslocamento à Colômbia desafiou uma proibição de saída da Venezuela ditada pela Justiça, que justificou essa decisão em uma investigação que se relaciona com sua autoproclamação como presidente interino no último dia 23 de janeiro.

Na Colômbia, Guaidó liderou as mobilizações que no sábado tentaram levar à Venezuela a ajuda humanitária doada por vários países e armazenadas na cidade de Cúcuta, que fracassaram em meio a graves incidentes devido ao fechamento de fronteiras ordenado por Nicolás Maduro.

O mesmo ocorreu na fronteira com o Brasil, onde estão retidas 200 toneladas de alimentos e remédios doadas pelo governo Bolsonaro e pelos Estados Unidos.

Os representantes de Guaidó no Brasil ainda não detalharam até quando o venezuelano permanecerá no país nem se deve retornar de Brasília a Caracas.

Embora o próprio Guaidó tenha dito que pensa em voltar ao seu país nesta mesma semana, a Assembleia Nacional lhe autorizou a ficar fora da Venezuela por um período maior a cinco dias, razão pela qual sua viagem poderia se prolongar e incluir visitas a outros líderes sul-americanos.

Precisamente nesta quinta-feira, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, confirmou na sua conta do Twitter a visita amanhã ao país do líder do parlamento venezuelano. EFE