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Internacional

ONU acredita que regresso dos migrantes venezuelanos "vai demorar muito"

28/02/2019 22h19

Buenos Aires, 28 fev (EFE).- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional de Migração (OIM) acreditam que a volta dos venezuelanos que saíram do seu país, que cifram em 3,4 milhões, "vai demorar muito" a acontecer, e depende de uma "solução política interna".

Em entrevista coletiva em Buenos Aires, o representante especial da OIM e do ACNUR para os refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, afirmou que, embora pelo seu papel não devem intervir, é "absolutamente essencial" manter-se "alerta" à evolução da agenda política, porque "deter o fenômeno no médio e no longo prazo depende de uma situação política interna na Venezuela".

O político guatemalteco também disse que para ambas agências "está muito claro" que, mesmo após uma solução no país caribenho em um relativo curto prazo, o retorno dos milhões de emigrados "vai demorar muito".

"Não vão retornar todos os que saíram, nem aqueles que queiram retornar vão fazer isso com a mesma velocidade com a qual se viram forçados a sair", declarou.

Em seguida, Stein opinou que uma piora da crise política "pode agravar a pressão para que novamente aumentem os fluxos de população para fora".

A OIM e o ACNUR publicaram na semana passada um estudo no qual cifraram em 3,4 milhões o número de venezuelanos que abandonaram seu país, dos quais 2,7 milhões se encontram em outras nações latino-americanas.

Além disso, calcularam a saída diária de 5.000 pessoas, razão pela qual projetam que o número de migrantes alcançará 5,3 milhões no final deste ano.

Para fazer frente a este problema, as duas agências pediram em dezembro do ano passado US$ 738 milhões, uma quantia à qual "pouco a pouco se está chegando", segundo Stein.

De acordo com os dados do ACNUR e da OIM, a Colômbia é o principal país de amparada, com 1,1 milhão de imigrantes e refugiados venezuelanos, seguida por Peru (506.000), Chile (288.000), Equador (221.000), Argentina (130.000) e Brasil (96.000). EFE

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