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Segundo dia da cúpula entre Kim e Trump começa em Hanói

28/02/2019 00h22

Hanói, 28 fev (EFE).- O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciaram nesta quinta-feira, em Hanói, no Vietnã, o segundo dia de sua cúpula onde estão previstas duas reuniões e a assinatura de uma declaração para conseguir avanços na desnuclearização de Pyongyang.

Ambos se encontraram novamente no hotel Sofitel Metropole, na capital vietnamita, às 8h55 (hora local, 22h55 de Brasília, na quarta-feira) para dar início a uma primeira reunião que tem previsão de durar aproximadamente 45 minutos.

No início da reunião, Trump disse que não tem pressa em seu processo de negociação com o líder norte-coreano, pois o que ele realmente quer é alcançar o "acordo certo" sobre a desnuclearização da península coreana, e rebaixou as expectativas para a cúpula de hoje.

"A velocidade não é importante, o importante é que cheguemos ao acordo certo", disse o presidente americano.

Por sua parte, Kim Jong-un afirmou que "ainda é cedo" para avaliar se o atual diálogo bilateral produzirá um acordo bem-sucedido, embora ao mesmo tempo, tenha mostrado otimismo.

"É muito cedo para dizer (se será um sucesso). Mas não posso dizer que estou pessimista agora. Tenho a sensação de que um bom resultado será divulgado", disse Kim, respondendo a um jornalista credenciado pela Casa Branca, na qual acredita-se que seja a primeira resposta do líder norte-coreano a uma pergunta formulada por uma mídia estrangeira.

Após essa primeira reunião, os dois líderes, juntamente com suas respectivas equipes, terão "uma reunião bilateral ampliada" seguida por um almoço de trabalho.

De acordo com a Casa Branca, mais tarde Trump e Kim participarão da assinatura de um acordo conjunto, cujos detalhes não foram adiantados.

Finalmente, antes de retornar a Washington, o presidente dos EUA dará uma entrevista coletiva para comentar os resultados da cúpula.

O encontro de Hanói é a segunda reunião entre os dois líderes, depois da histórica cúpula de Singapura, no ano passado.

Espera-se que a declaração resultante desta cúpula sirva para impulsionar o processo de desnuclearização que foi levantado em Singapura, e que pouco avançou por conta da ausência de um roteiro.

Na declaração conjunta, acredita-se que a Coreia do Norte poderia oferecer um desarmamento parcial centrado em seu complexo nuclear de Yongbyon, onde produz seu combustível para bombas atômicas e que Kim já se ofereceu para desmantelar "permanentemente" em troca de "medidas correspondentes" da Casa Branca.

Essas medidas poderiam incluir um relaxamento das sanções que permita reviver projetos de cooperação econômica entre as duas Coreias e uma declaração política para acabar com a Guerra da Coreia, que terminou com um cessar-fogo e não um tratado de paz. EFE

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