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Internacional

Equador se retira da Unasul e afirma que buscará novos marcos de integração

13/03/2019 21h45

Quito, 13 jan (EFE).- O Equador anunciou nesta quarta-feira que deixou a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), organismo regional do qual é sede, por causa de sua falta de operabilidade durante os últimos dois anos, mas assegurou que seguirá buscando novas vias de integração regional.

"Quero comunicar nossa retirada da Unasul", disse o presidente equatoriano, Lenín Moreno, em mensagem por rede nacional de rádio e televisão.

Desta forma, o Equador se transforma no sétimo país em menos de um ano a suspender sua participação no organismo, depois de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru, que se retiraram em 20 de abril de 2018.

Em seu breve discurso, Moreno transmitiu uma mensagem que era esperada há meses e na qual justificou a decisão de deixar o organismo de integração regional.

"Há um ano, metade dos Estados-membros nem participa, nem contribui. A Secretaria Geral não tem titular por mais de dois anos, e o pessoal foi diminuindo sensivelmente", argumentou o presidente equatoriano.

Além disso, Moreno não duvidou em jogar a culpa nos regimes de esquerda que governaram vários países do continente há uma década ao tentar explicar o fracasso da organização.

"Alguns líderes irresponsáveis se encapricharam para nomear seus amigos a essa Secretaria, novamente replicando os vícios do socialismo do século XXI. Por isso, na prática, as portas da organização estão se fechando", opinou.

Por fim, Moreno antecipou que, uma vez que o edifício da sede do organismo seja devolvido ao Equador, a estátua do falecido presidente argentino, Nestor Kirchner, será retirada porque não representa as aspirações da população equatoriana.

A Unasul nasceu em 23 de maio de 2008 como um projeto de caráter progressista impulsionado pelos governos de esquerda no Brasil, na Venezuela, na Argentina, no Equador e na Bolívia.

As mudanças de governo na região, com uma notória tendência para a direita em países como Brasil, Argentina e Chile, foram acabando com o consenso dentro do organismo regional, que está sem secretário-geral desde 2017. EFE

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