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EUA acusam governo de Cuba de violar direitos humanos impunemente

13/03/2019 15h02

Washington, 13 mar (EFE).- Os Estados Unidos acusaram nesta quarta-feira o governo de Cuba de ter responsável pela maior parte das violações de direitos humanos que ocorrem na ilha, citando tortura, censura e prisões arbitrárias, que seriam praticadas com uma "impunidade generalizada".

As denúncias foram feitas em um relatório sobre a situação dos direitos humanos no mundo em 2018, elaborado anualmente pelo Departamento de Estado, e divulgado hoje.

O documento acusa o "estado autoritário" comandado pelo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, de todo tipo de violações de direitos humanos: assassinatos arbitrários, tortura, encarceramento de dissidentes, censura e restrições à liberdade de associação.

"Funcionários do governo, sob ordens superiores, cometeram a maioria das violações contra os direitos humanos e não investigaram ou processaram aqueles que cometeram esses abusos. A impunidade dos violadores seguiu sendo generalizada", diz o documento.

A frase é praticamente idêntica à utilizada nos relatórios produzidos pelo Departamento de Estado em 2016 e 2017, nos quais o governo americano responsabilizava o governo de Raúl Castro pelas violações dos direitos humanos cometidas em Cuba.

Esse é o primeiro relatório sobre direitos humanos divulgado pelo Departamento de Estado desde que Díaz-Canel assumiu a presidência de Cuba em abril de 2018, substituindo Rául Castro.

O governo americano questiona o processo que levou à eleição de Díaz-Canel, assim com o pleito parlamentar realizado em março de 2018. "Nenhuma das eleições legislativas ou nacionais são consideradas como livres ou justas", afirma o documento.

Além disso, o documento destaca que "membros da comunidade e jornalistas do Instituto Cubano pela Liberdade de Expressão e Imprensa (Iclep) registram um aumento da repressão desde que o presidente Díaz-Canel tomou posse".

Desde que chegou ao poder em janeiro de 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou as tensões com Cuba, aplicando mais restrições aos americanos que desejavam viajar à ilha, reduzindo pessoal diplomático e sancionando hotéis. O embargo econômico e comercial sobre a ilha também foi ampliado.

No relatório, o Departamento de Estado afirmou que as autoridades cubanas continuam "mantendo presos políticos" e restringindo a presença de grupos de direitos humanos independentes no país.

Os EUA citam Eduardo Cardet como exemplo de preso político. Coordenador do Movimento Cristão de Libertação (MCL), ele foi preso em novembro de 2016, cinco dias depois da morte de Fidel Castro, acusado de um crime de atentado contra autoridade.

O relatório, que serve de guia para o Congresso americano na hora de decidir enviar ajuda humanitária para os diferentes países do mundo, examina o comportamento dos governos de todo o mundo na questão dos direitos humanos, mas não a atuação da Casa Branca. EFE

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