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Penitenciárias paraguaias têm cerca de 400 reclusos de quadrilhas brasileiras

13/03/2019 12h44

Assunção, 13 mar (EFE).- Cerca de 400 integrantes de grupos criminosos brasileiros cumprem pena no Paraguai, segundo divulgou nesta quarta-feira o governo paraguaio, que nesta semana anunciou a mobilização de militares devido aos motins protagonizados por alguns desses prisioneiros.

O governo autorizou na terça-feira que unidades das Forças Armadas reforcem o perímetro das prisões do país depois da rebelião organizada no dia anterior por 20 presos do Primeiro Comando Capital (PCC) na penitenciária de Concepción, que deixou um funcionário ferido.

De acordo com o governo, o motim foi organizado para evitar que o Paraguai expulse os presos desse grupo ao Brasil e se submetam à Justiça brasileira.

O ministro do Interior paraguaio, Juan Ernesto Villamayor, disse nesta quarta-feira que esses cerca de 400 presos estão distribuídos entre a prisão de Tacumbú, em Assunção, e as penitenciárias regionais. Segundo ele, alguns deles já comunicaram o desejo de serem transferidos ao Brasil.

Villamayor acrescentou que a pasta continuará a cooperar com o Ministério da Justiça para evitar que voltem a ocorrer episódios violentos no interior das prisões.

Após o motim na penitenciaria de Concepción, no norte do país, Villamayor denunciou a superpopulação das prisões paraguaias e a falta de penitenciárias de segurança máxima para conter os reclusos mais perigosos.

O ministro disse que os membros do PCC e do Comando Vermelho que estão presos no Paraguai devem ficar isolados do resto de prisioneiros.

A rebelião aconteceu após as autoridades paraguaias terem expulsado ao Brasil Thiago Ximenez, conhecido como "Matrix", líder do PCC que em dezembro fugiu de um quartel policial de Assunção.

"Matrix" escapou junto com o também brasileiro Reinaldo Araújo, que foi abatido pela polícia na semana passada nos arredores de Villa Ygatymí, no departamento de Canindeyú, na fronteira com o Brasil. Três dias depois, "Matrix" foi detido na mesma região. EFE