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ACNUR mantém status a 18 mil refugiados da minoria chin da Mianmar

14/03/2019 11h31

Bangcoc, 14 mar (EFE).- A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou nesta quinta-feira que manterá o status de refugiado a 18 mil birmaneses da etnia chin, dos quais 15 mil vivem na Malásia, diante da piora da segurança no estado Chin, no noroeste da Mianmar.

A decisão de ACNUR chega depois que, desde meados do ano passado, começasse a avaliar a possibilidade de deixar de considerá-los refugiados diante de uma suposta melhoria da segurança em Chin, onde vive esta minoria, disse a organização em comunicado.

"Reconhecemos que os refugiados chin ainda requerem proteção internacional devido à piora da situação de segurança no sul do estado Chin em Mianmar, que provocou novos deslocamentos", disse Volker Turk, Alto Comissário Auxiliar para a Proteção.

A agência indicou que continuará oferecendo ajuda à minoria chin, incluída a repatriação voluntária quando for possível realizar de forma "segura e digna".

Mianmar sofre com diversos conflitos armados entre seu Exército e as guerrilhas das minorias énticas.

Uma maior autonomia é a reivindicação principal de quase todas as minorias étnicas da Mianmar, incluídos chin, kachin, karen, kokang, kayah, mon, rakain, shan e wa, e que juntas representam mais de 30% dos 53 milhões de habitantes do país.

Além disso, o Exército birmanês foi acusado pela ONU de genocídio contra a minoria rohingya por várias ofensivas militares desde 2017 que provocaram o êxodo de mais de 720 mil membros desta comunidade a Bangladesh. EFE