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Contágios de ebola na RDC caíram para metade desde janeiro

14/03/2019 12h20

Genebra, 14 mar (EFE).- O número de contágios do vírus ebola no leste da República Democrática do Congo (RDC) caiu pela metade desde janeiro, passando de 50 novos casos diários para 25 atualmente, destacou nesta quinta-feira o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O médico etíope, que visitou na semana passada o país africano para conhecer as medidas de contenção contra a epidemia, afirmou hoje em entrevista coletiva que "apesar da difícil situação, o surto foi contido em 11 das 28 comunidades onde há registro de casos".

Tedros acrescentou que, segundo os últimos números oficiais, há 927 pessoas afetadas, das quais 584 faleceram, e que a OMS e as autoridades sanitárias locais desenvolveram uma campanha de vacinação a 87 mil pessoas, quase um terço delas trabalhadoras do setor da saúde.

A zona afetada está perto da fronteira com países como Uganda, Ruanda e Burundi, por isso que 5 mil vacinações foram realizadas além das fronteiras da RDC.

"Evitamos que o ebola continue sua expansão no país e através das fronteiras. Isso não significa que não haverá perigo, mas por enquanto o contivemos na área de Kivu Norte", explicou.

Após atingir a meta de não haver novos contágios em zonas antes gravemente afetadas, como em Beni e Mangina, os principais focos de novos casos estão em Butembo e Katwa, indicou o diretor-geral da OMS.

O controle do vírus é dificultado pela presença de grupos armados na região afetada e um dos centros de atendimento a afetados em Butembo foi atacado com armas de fogo horas antes de Tedros o visitar, o que causou a morte de um policial e de seis trabalhadores.

"Quando cheguei cinco horas depois e vi que estava ainda aberto foi uma lição de humildade, me deu confiança de que nosso pessoal, junto ao Governo, terminará este trabalho", ressaltou Tedros.

O principal responsável da OMS reconheceu que há, além disso, focos de "resistência" entre as comunidades afetadas na hora de se vacinar ou permitir que os mortos por ebola sejam enterrados seguindo práticas sanitárias para evitar a propagação do vírus.

Embora o atual surto seja o segundo pior desde que o ebola foi identificado nos anos 70, seus números ainda estão longe do que a África Ocidental sofreu em 2014, com cerca de 30 mil afetados e 11 mil mortos. EFE