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Mais de 371 mil pessoas já morreram em 8 anos de conflito na Síria, diz ONG

Delil Souleiman/AFP
11.mar.2019 - Ataque de forças apoiadas pelos Estados Unidos lançam ataque contra reduto do Estado Islâmico em Baghouz, na Síria Imagem: Delil Souleiman/AFP

2019-03-15T07:34:00

15/03/2019 07h34

Pelo menos 371.222 pessoas morreram desde o início da revolta popular na Síria, no dia 15 de março de 2011, informou hoje o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), alertando que o número de mortos pode superar os 570 mil, entre civis, combatentes de todos os grupos e desaparecidos.

Das mais de 371 mil vítimas que a ONG conseguiu documentar e verificar seu falecimento, 112.623 são civis, incluindo 21.065 menores de idade e 13.173 mulheres.

Além disso, o Observatório comprovou 65.187 baixas nas fileiras do Exército sírio e entre os aliados do presidente Bashar al Assad, 50.484 deles de nacionalidade síria e os demais estrangeiros, como a libanesa.

Enquanto isso, nas fileiras dos opositores ao regime de Assad, foram registrados 64.477 mortos de nacionalidade síria, tanto de facções rebeldes e islamitas como das Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada integrada principalmente por curdos e que lidera a luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Também morreram 65.726 combatentes de outras nacionalidades, sobretudo árabes, mas também afegãos e iranianos, pertencentes a grupos armados radicais, como EI e Frente de Libertação de Levante, que se denominava anteriormente Frente al Nusra e era filiado à organização Al Qaeda.

O Observatório destacou que, além das vítimas que foram documentadas, poderia haver até 88 mil pessoas que morreram por causa de torturas nas prisões do Governo sírio em todo o país desde 2011 até os dias atuais.

Além disso, a ONG acrescentou que se desconhece o destino de 4.500 sequestrados e detidos pelo EI, 4.700 desaparecidos ou prisioneiros das forças de Damasco e de seus aliados, e mais de 2.000 sequestrados pelas facções armadas insurgentes de diferentes tendências.

O Observatório, com sede no Reino Unido mas com uma ampla rede de colaboradores locais, afirmou que as vítimas poderiam ser 100 mil mais, mas a ONG não pôde comprovar sua morte devido à falta de acesso às regiões de combate e à falta de informação das partes beligerantes.