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Segurança em mesquitas da Flórida é reforçada após ataques na Nova Zelândia

16/03/2019 14h44

Miami (EUA), 16 mar (EFE).- Muitas mesquitas da Flórida tiveram a segurança reforçada neste sábado após os ataques de ontem em Christchurch, na Nova Zelândia, que mataram 49 pessoas.

Os departamentos de Polícia de Miami, Miami-Dade e Broward, assim como de outros condados da região central do estado, decidiram reforçar a presença de agentes nos arredores dos templos.

A medida foi uma precaução, já que não havia ameaça específica.

"Não queremos alarmar ninguém para que as pessoas fiquem irracionais com isso, mas todos têm medo", disse o porta-voz do Conselho de Relações Islâmico-Americanas, Wilfredo Ruiz.

No sul da Flórida, em setembro do ano passado, Dustin Allen Hughes foi condenado a quatro anos de prisão após ameaçar por telefone que atacaria a mesquita Jamaat Muttaqeeun.

O responsável pela mesquita, imã Naseeb Khan, agradeceu aos policiais pelo reforça na segurança nos arredores do templo e pediu calma aos fiéis muçulmanos apesar das circunstâncias.

"Cada vez que permitimos que as pessoas que têm essa agenda nos influenciem para mudar nosso comportamento, nossa forma de pensar e a forma como nos relacionamos, estamos dando a elas o poder de impor sua agenda sobre a nossa", afirmou o imã.

O imã Tariq Rasheed, do Centro Islâmico de Orlando, lamentou os ataques na Nova Zelândia, mas garantiu que nada vai mudar em sua mesquita. "Não vamos mudar as maneiras pacíficas da nossa mesquita. Se mudarmos, significa que as pessoas malvadas venceram", disse.

O diretor-executivo do Conselho de Relações Islâmico-Americanas, Nihaw Awad, lamentou o fato de autor dos ataques da Nova Zelândia ter afirmado em manifesto que é admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definido pelo terrorista como um "símbolo renovado da identidade branca".

"Ele deveria condenar o ataque não só como um crime de ódio, mas também como ato terrorista de um supremacista branco", disse Awad.

Trump afirmou ontem que o nacionalismo branco não é uma ameaça crescente no mundo, ressaltando apenas que o problema afeta um "pequeno grupo de pessoas com problemas muito graves". EFE