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Ciclone Idai destrói 90% de quarta maior cidade de Moçambique

18/03/2019 08h20

Maputo, 18 mar (EFE).- A passagem do ciclone Idai causou a destruição de 90% da quarta maior cidade de Moçambique, Beira, de acordo com a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV), em referência ao desastre natural que deixou cerca de 200 mortos no sudoeste da África.

"A situação é terrível, a magnitude da devastação é enorme. Parece que 90% da área está completamente destruída", disse o líder da equipe de avaliação da FICV em Beira, Jamie LeSueur, em comunicado divulgado esta segunda-feira.

A equipe da FICV chegou no domingo à região, depois do impacto do ciclone Idai entre 14 e 15 de março, que forçou o fechamento do aeroporto desta cidade e de algumas de suas estradas por causa das inundações.

"Enquanto o impacto físico de Idai está começando a emergir, as consequências humanas ainda não estão claras", ressaltou na nota a FICV, que especificou que "quase tudo está destruído", incluídas as linhas de comunicação e as estradas, o que deixou várias cidades isoladas.

Segundo LeSueur, Beira, que conta uma população de mais de meio milhão de habitantes, foi duramente atingida, embora a situação fora da cidade "possa ser inclusive pior".

Em Moçambique, o número de mortos já chegou a 73, segundo dados do Governo, enquanto no Zimbábue o número é de 64 e no Malawi pelo menos 56 pessoas morreram.

No entanto, espera-se que estes números aumentem nos três países, onde 1,6 milhão de pessoas vivem em áreas afetadas pelos ventos e as chuvas, segundo estimativas do Escritório da ONU para a Infância (Unicef).

O ciclone Idai chegou ao litoral de Moçambique, a cerca de 300 quilômetros ao leste do Zimbábue, na quinta-feira passada durante a noite e danificou gravemente a cidade litorânea de Beira, o que provocou então a morte de pelo menos 19 pessoas.

Depois, o ciclone seguiu rumo ao oeste do Zimbábue.

O presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, disse que a resposta do Governo está sendo coordenada pelo Departamento de Proteção Civil (DCP) através dos comitês de proteção civil nacional, provincial e de distrito, com o apoio de parceiros humanitários.

A ONU e seus parceiros humanitários em Moçambique fizeram uma chamada para arrecadar US$ 40,8 milhões a fim de distribuir ajuda urgente a este país. EFE