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Ex-presidente americano George W. Bush diz que imigração é uma "bênção"

18/03/2019 20h25

Washington, 18 mar (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush, que governou de 2001 a 2009, afirmou nesta segunda-feira que a imigração representa uma "bênção e uma força" para o país e incentivou os políticos a fazem uma grande reforma migratória.

Em discurso durante uma cerimônia de naturalização de novos cidadãos americanos, ele afirmou que os "representantes (políticos) têm o dever de regular quem chega e quando" e que para cumprir com essa responsabilidade "convém lembrar" que a imigração americana construiu o país como é conhecido hoje, de acordo com a imprensa local.

"No meio de todas as complicações da política, não esqueçamos que a imigração é uma bênção e uma força", disse ele no Centro Presidencial George W. Bush, em Dallas, no Texas, que funciona como museu dedicado ao seu mandato e que tem uma réplica do Salão Oval.

A ex-primeira-dama Laura Bush também participou do evento e reforçou a ideia do marido ao dizer que a imigração está atrelada à história do estado do Texas.

"Somos um estado tão rico por causa de todas as culturas que se assentaram na nossa terra", disse ela.

A fala de Bush destoa de muitas vozes atuais do Partido Republicano e inclusive da do presidente do país, Donald Trump, que apostou em um endurecimento das políticas de imigração e avaliou no ano passado a possibilidade de eliminar o direito à cidadania americana por nascimento, contemplado na Constituição.

No entanto, ele previu que políticas de imigração "justas" e "livres" serão implementadas, mas deverão começar reconhecendo uma responsabilidade "clara" na fronteira.

"As fronteiras não são arbitrárias e precisam ser respeitadas junto aos bons homens e mulheres dos serviços de imigração e da Patrulha de Fronteira", declarou.

O Centro Presidencial George W. Bush publicou uma lista de recomendações tais como "manter ou expandir futuros fluxos de imigração legal", estabelecer uma via para que os imigrantes irregulares obtenham a cidadania e reforçar as leis de imigração. EFE