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Relator da ONU reivindica atuação contra impunidade de Israel

18/03/2019 08h46

Genebra, 18 mar (EFE).- O relator da ONU sobre os territórios palestinos ocupados, Michael Lynk, reivindicou nesta segunda-feira que a comunidade internacional responsabilize Israel pelo comportamento "ilegal" de seu Exército.

"Se Israel não realiza suas própias investigações sobre esses assassinatos maciços segundo as normas internacionais, então a comunidade internacional deve realizar", disse Lynk ao apresentar ao Conselho de Direitos Humanos, reunido em Genebra, seu último relatório sobre a situação na Palestina.

O especialista afirmou que respalda as conclusões de uma comissão da ONU que investigou os ataques do Exército israelense contra os participantes das mobilizações das Marchas do Retorno em Gaza, que começaram há quase um ano.

Nelas, 189 palestinos foram assassinados e cerca de 10 mil feridos, muitos de tal gravidade que ficaram incapacitados por vida, segundo o relatório dessa Comissão.

Por outro lado, o relator denunciou que pelo terceiro ano consecutivo Israel nega autorização para visitar os territórios palestinos (desde que assumiu seu mandato), uma prática que esse país adotou igualmente com seus antecessores e com outros mecanismos da ONU encarregados de supervisionar o respeito aos direitos fundamentais.

Sobre a situação nos territórios, Lynk considerou que é desesperada em particular em Gaza, onde o desemprego chega a 54%, enquanto 68% da população sofre de insegurança alimentar e a pobreza afeta mais da metade de todos seus habitantes.

Além disso, Lynk denunciou "o aumento da violência exercido pelos colonos na Cisjordânia" e o despejo forçado de famílias palestinas de seus lares em Jerusalém Oriental, entre outros atos, que fazem com que "hoje mais do que nunca esta ocupação praticamente não tenha diferença com uma anexação". EFE