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Irlanda e UE pedem que Reino Unido apresente proposta para o "Brexit"

19/03/2019 12h52

Dublin, 19 mar (EFE).- O Governo da Irlanda e a União Europeia (UE) pediram nesta terça-feira ao Reino Unido que presente propostas para a cúpula comunitária desta semana, na qual Londres pode pedir uma extensão do prazo para o "Brexit", cuja data oficial é o dia 29 de março.

O pedido foi feito em comunicado conjunto do primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, depois de se reunirem hoje em Dublin para analisar o possível adiamento da saída do Reino Unido do bloco.

"Concordaram que agora é preciso ver quais propostas saem de Londres antes da reunião do Conselho Europeu em Bruxelas na quinta-feira", afirmou a nota divulgada pelo governo irlandês.

Varadkar recebeu Tusk pela manhã na capital irlandesa, mas nenhum dos dois quis responder a perguntas dos jornalistas sobre a viabilidade do plano da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, para pedir uma prorrogação do "Brexit".

May não conseguiu convencer o Parlamento britânico a aprovar o acordo de saída que ela pactuou com Bruxelas em novembro, depois que os deputados o rejeitaram em duas ocasiões, mas acredita na aprovação em outra votação prevista para esta quarta-feira.

Com o apoio de Westminster, a premiê poderia então solicitar um breve adiamento de três meses da data de saída na citada cúpula comunitária, na qual seria necessário o "sim" unânime dos 27 países restantes do bloco, entre eles a Irlanda.

No entanto, o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, disse que não permitirá uma terceira votação sobre o acordo a menos que haja mudanças substanciais no texto.

A este respeito, Dublin se mostrou favorável a conceder uma extensão, mas quer que May apresente medidas concretas para não prolongar o processo mais do que o necessário, em linha com a posição da UE.

"O presidente Tusk expressou a forte e contínua solidariedade que existe à Irlanda por parte do Conselho Europeu e os líderes europeus", ressaltou o comunicado do governo irlandês. EFE

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