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Mulher que escalou Estátua da Liberdade terá que prestar serviço comunitário

19/03/2019 15h59

Nova York, 19 mar (EFE).- A imigrante congolesa Therese Patricia Okoumou, que escalou a Estátua da Liberdade em protesto pelas políticas de imigração do governo dos Estados Unidos, foi julgada nesta terça-feira por um tribunal de Nova York, que ditou uma sentença de liberdade condicional e prestação de serviço comunitário para a ativista.

Therese foi detida em julho de 2018 após ter passado cerca de quatro horas no monumento e foi acusada de invasão, conduta desordeira e interferência na administração governamental. Cada uma dessas acusações poderia render uma pena máxima de seis meses de prisão.

A mulher, de 45 anos e que tinha se declarado inocente das acusações, compareceu hoje na audiência realizada em um tribunal federal em Manhattan.

No entanto, antes de entrar na sala da audiência, a ativista cobriu sua boca com uma fita adesiva em protesto pela violação a seu direito de liberdade de expressão, informou a emissora "ABC7".

O canal de TV acrescentou que, antes da sentença ser ditada, a magistrada pediu que a acusada removesse a fita adesiva para ouvir sua sentença: cinco anos de liberdade condicional e 200 horas de serviço comunitário.

A imigrante foi considerada culpada em dezembro em um processo que durou um dia.

"Não necessito provar nada, não devo estar presa. Não sou uma criminosa", disse Therese ao juiz.

A acusação tinha pedido que a congolesa fosse condenada a 30 dias de prisão e a três anos de liberdade condicional. A audiência contou com a presença do promotor federal para o distrito sul de Manhattan, Geoffrey Berman.

O juíz visitou no começo deste mês a Estátua da Liberdade porque queria ver a cena onde ocorreram os fatos para melhor constatar os riscos causados pela congolesa, que emigrou para os EUA em 1994.

O incidente na Estátua da Liberdade ocorreu em 4 de julho de 2018 e fez com que a ilha onde o monumento está localizado fosse desalojada, forçando a interrupção das visitas ao destino turístico.

Naquele dia, a imigrante estava com um grupo de 40 manifestantes da organização 'Rise and Resist', que exibiu um cartaz na base do monumento para pedir a "abolição" do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) em protesto pela política de "tolerância zero" do presidente Donald Trump. EFE