PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Bolsonaro comenta prisão de Temer: "Cada um responda pelos seus atos"

21/03/2019 19h23

Santiago do Chile, 21 mar (EFE).- O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que "cada um responde pelos seus atos" e que "a Justiça nasceu para todos", ao comentar a prisão do ex-presidente Michel Temer.

Bolsonaro disse estas palavras após aterrissar no aeroporto de Santiago do Chile, onde nesta sexta-feira discutirá a criação do Prosul, um organismo de integração regional promovido por Chile e Colômbia, enquanto no sábado se reunirá em visita oficial com o presidente chileno, Sebastián Piñera.

Temer foi detido nesta quinta-feira por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, responsável pela Operação Lava Jato no Rio.

O ex-presidente é acusado de liderar uma organização criminosa que recebeu subornos em troca de favorecer empresas já condenadas pela Lava Jato em contratos ilícitos com a Eletronuclear.

Bolsonaro também falou da Venezuela em sua chegada ao Chile e indicou que deseja que o país caribenho "retorne à normalidade".

A respeito do encontro desta sexta-feira, no qual Bolsonaro estará com os presidentes da Argentina, Mauricio Macri; da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenin Moreno; do Paraguai, Mario Abdo Benítez; e do Peru, Martín Vizcarra; além de Piñera, o governante disse que serão tratados assuntos de interesse para seus países.

Por fim, quando perguntado pela rejeição que sua visita ao Chile provocou em parte da política e da sociedade do país, Bolsonaro comentou: "Não tenho inimizades".

A visita de Bolsonaro gerou críticas da oposição e de organizações em defesa das minorias sexuais, que rejeitam os posicionamentos ultraconservadores do presidente.

Nesse sentido, os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados do Chile, Jaime Quintana e Iván Flores, respectivamente, anunciaram que não participarão do almoço convocado pelo governo em homenagem a Bolsonaro.

Além disso, o Movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh) anunciou que se manifestará contra Bolsonaro neste sábado. EFE

Internacional