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Internacional

Cristina Kirchner retorna à Argentina após visitar filha doente em Cuba

21/03/2019 16h39

Havana, 21 mar (EFE).- A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, viajou nesta quinta-feira de volta ao seu país depois de passar uma semana em Havana com sua filha Florencia, que recebe tratamento médico na ilha.

"Me despeço no Aeroporto Internacional José Martí de Havana da ex-presidente e senadora da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que encerra sua visita particular ao nosso país", confirmou hoje no Twitter o chanceler cubano Bruno Rodríguez.

Cristina já tinha anunciado sua partida na mesma rede social, onde compartilhou o diagnóstico do hospital no qual Florencia, sua filha com o também ex-presidente argentino Néstor Kirchner, se trata desde dezembro do ano passado.

"A todos os argentinos e argentinas que me fizeram chegar seu afeto e sua força, muitíssimo obrigado, de coração. E, finalmente, às autoridades da República de Cuba, um agradecimento infinito por toda sua solidariedade", escreveu a ex-chefe de Estado na sua conta oficial do Twitter.

No último dia 14 de março, Cristina declarou que sua Florencia sofre há algum tempo com "severos problemas de saúde" provocados pela "perseguição feroz à qual foi submetida" pela Justiça argentina, que acusa ambas de corrupção.

"O brutal estresse que sofreu devastou seu corpo e sua saúde", declarou Cristina em um vídeo divulgado nas redes sociais na semana passada, no qual relatou que a jovem viajou para Cuba em dezembro do ano passado para participar do Festival Internacional de Cinema, momento no qual aproveitou para fazer uma consulta médica.

Cristina explicou que sua filha retornou à Argentina e depois, em fevereiro, voltou a Cuba para continuar um curso de roteiristas, que não pôde iniciar porque seu estado de saúde se deteriorou "sensivelmente".

"Ela foi proibida de viajar de avião por enquanto, já que pela patologia que padece não pode permanecer sentada nem de pé por períodos prolongados de tempo", detalhou a senadora argentina.

Já nesta quinta-feira, a senadora divulgou uma foto do relatório médico que indica como "diagnóstico principal" um transtorno de estresse pós-traumático.

As conclusões dos especialistas do Cimeq, o prestigiado hospital onde foram atendidos os falecidos Fidel Castro e Hugo Chávez, indicam que ainda não foi concluído o "estudo integral" da paciente, que recebe "tratamento fisioterapêutico diário".

Durante sua estadia em Cuba a ex-chefe de Estado, que mantém há anos uma boa relação com Havana, se reuniu com o ex-presidente Raúl Castro - líder do governante Partido Comunista de Cuba - e com o atual governante, Miguel Díaz-Canel, no cargo desde abril de 2018 em substituição de Castro.

Florencia, de 29 anos, foi indiciada junto com seu irmão Máximo e sua mãe, entre outros, em uma causa de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha pelas operações que uma das empresas da família realizou com adjudicatários de obra pública durante o governo de Cristina Kirchner. EFE

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