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Facebook admite erro de inteligência artificial em detecção de vídeos

21/03/2019 13h11

San Francisco (EUA), 21 mar (EFE).- O Facebook admitiu nesta quinta-feira que seu sistema de inteligência artificial para detectar conteúdo não permitido na rede social "não é perfeito" e que o mesmo falhou na hora de reconhecer o vídeo transmitido ao vivo do atentado terrorista de sexta-feira na Nova Zelândia, que deixou 50 mortos em duas mesquitas.

A ação foi transmitida na função de vídeo ao vivo da plataforma - conhecida como 'live' - e foi vista por cerca de 4 mil pessoas antes do Facebook retirar as imagens pela primeira vez. Posteriormente, alguns internautas tentaram, com sucesso ou não, postar o vídeo novamente, mais de um milhão de vezes.

Em uma nota no blog da companhia, o vice-presidente de gestão de produtos do Facebook, Guy Rosen, explicou que, embora a inteligência artificial tenha alcançado um "progresso maciço em muitas áreas nos últimos anos", que permite uma certa "pró-atividade" na detecção de conteúdo, o sistema "não é perfeito".

"A inteligência artificial se baseia em dados de treinamento, o que significa que necessita de milhares de exemplos de conteúdo para que possa detectar certos tipos de texto, imagens e vídeos", indicou Rosen, que explicou que foi por isso que, no caso da transmissão ao vivo do atentado, o sistema não funcionou.

O vice-presidente da empresa garantiu que a inteligência artificial funciona nos casos de nudez, propaganda terrorista e violência gráfica.

Rosen também mencionou o desafio que representa discernir entre conteúdos como o do atentado e outros "visualmente similares, mas inócuos", como por exemplo as transmissões ao vivo de partidas de videogames nas quais o protagonista atira contra pessoas.

Além do Facebook, o portal de vídeos de propriedade da Alphabet (matriz do Google), o YouTube, também informou nesta semana que retirou "dezenas de milhares" de vídeos do ataque de sua plataforma e garantiu que o ocorrido "não tem precedentes, tanto pela escala como pela rapidez". EFE