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Internacional

EUA sancionam 31 entidades por desenvolvimento de armas nucleares para Irã

22/03/2019 12h17

Washington, 22 mar (EFE).- Os Estados Unidos impuseram nesta sexta-feira sanções contra 14 entidades e 17 indivíduos vinculados à Organização para a Inovação e Pesquisa em Defesa (SPND) do Irã que, segundo denunciaram oficiais do Governo, estão trabalhando em um programa de armas de destruição em massa.

"É como se uma versão diabólica de Robert Oppenheimer tivesse a missão de manter junta toda a equipe do Projeto Manhattan", afirmou um alto funcionário da Administração em entrevista coletiva, em referência à de pesquisadores que desenvolveu as primeiras bombas atômicas.

Como consequência das sanções anunciadas nesta quinta-feira, ficam congelados os ativos que as empresas possam ter sob jurisdição americana e se proíbe aos cidadãos dos EUA realizar qualquer tipo de transação financeira com elas.

O mesmo funcionário afirmou que, com as medidas anunciadas nesta sexta-feira, o Departamento de Estado americano pretende transformar estas pessoas e entidades em "radioativas", e para isso espera contar com o apoio da comunidade internacional.

"Fomos construindo um apoio internacional de forma gradual", disse o funcionário ao ser perguntado sobre se a decisão conta com o apoio dos países signatários do Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA, na sigla em inglês).

Em maio de 2018, Washington decidiu abandonar este tratado, assinado com o Irã em 2015, alegando que Teerã estava se aproveitando do acordo para desenvolver um programa de armamento nuclear, algo que foi rejeitado pelos outros países do pacto: Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha.

Em setembro, representantes da UE e desses cinco países que continuam respaldando o acordo nuclear com o Irã concordaram em criar uma entidade especial para facilitar as transações com a República Islâmica e evitar as sucessivas sanções que os EUA impuseram ao país persa desde o ano passado.

Neste sentido, uma segunda funcionária, que também não quis ser identificada, se mostrou taxativa sobre a possibilidade de outros países ou instituições ajudarem o Irã a burlar o cerco que os EUA pretendem impor: "Sofrerão graves consequências". EFE

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