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Guaidó afirma que único terror existente na Venezuela é o da fome

22/03/2019 16h24

Caracas, 22 mar (EFE).- O líder do parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamado presidente em exercício do país, rejeitou nesta sexta-feira as acusações de terrorismo que pesam sobre seu principal colaborador, Roberto Marrero, e disse que o único terror que há no país é o da fome.

"Ontem disseram que Roberto Marrero era o chefe de uma célula terrorista (...), o único terror aqui é que nos matam de fome, o único terror aqui é que não há insumos (nos hospitais)", declarou Guaidó em um comício com milhares de seguidores no estado de Anzoátegui.

Marrero foi preso na quinta-feira durante uma batida em sua casa do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), na qual foram encontrados armas e dinheiro em moeda estrangeira, segundo informou ontem o governo de Nicolás Maduro.

De acordo com o ministro do Interior venezuelano, Néstor Reverol, o diretor do escritório de Guaidó liderava uma célula terrorista que planejava ataques seletivos para causar comoção no país.

"Entregamos ajuda humanitária no dia de ontem às Damas Salesianas e eles vão e sequestram parte de nossa equipe. Todos sabemos quem impõe um custo à transição, todos sabemos que estão encurralados", afirmou hoje Guaidó.

O líder do parlamento também insistiu em pedir às forças armadas e policiais que deem as costas a Maduro, um governante que, segundo disse, "não merece" o "respeito" dos uniformizados.

Nesse sentido, destacou que está "disposto" a recorrer a "todas as opções" para sair da crise.

"Estamos dispostos a analisar todas as opções sobre a mesa para sair definitivamente desta crise. Certamente, a única intervenção aqui e a única ingerência é a dos cubanos. O que temos aqui é possibilidade de cooperação internacional: há uma Assembleia Nacional (parlamento), há um presidente encarregado", ressaltou.

A Venezuela atravessa uma nova etapa de crise política depois que Maduro tomou posse em janeiro para um novo mandato, algo que não foi reconhecido pela oposição e parte da comunidade internacional e, em resposta, Guaidó proclamou um governo interino, que já foi reconhecido por aproximadamente 50 nações. EFE